Vasco está perto de voltar a jogar em São Januário em meio à indefinição sobre a SAFMatheus Lima/Vasco
Interventor do Vasco reforça independência da diretoria de futebol
Dirigentes do Cruz-Maltino tentam recuperar o controle da SAF e alegam prejuízo ao planejamento
O Vasco segue na tentativa de derrubar a intervenção judicial que afastou o presidente Pedrinho do Conselho de Administração. Enquanto isso, o novo interventor nomeado pela Justiça, o advogado Athos de Andrade Figueira Neves já começou a trabalhar para se inteirar sobre a situação da empresa vascaína.
Em comunicado divulgado pelo escritório Neves, Figueiredo, Cerqueira e Souza Advogados (NFCS), o interventor reforçou que não vai interferir diretamente no futebol, como contratações. Assim como sua antecessora que renunciou, ele tratará de questões administrativas, como processos de governança e mais transparência na prestação de contas.
"As questões esportivas continuarão sendo conduzidas pelos executivos da Vasco SAF, nomeados pela administração afastada, de modo que eles continuam à frente das negociações de jogadores de futebol, contratação de técnico, e todas as outras providências necessárias destinadas a permitir regular rotina no restante da temporada esportiva", afirmou.
"Este profissional assume este caso muito honrado e com profundo respeito ao club de Regatas Vasco da Gama e à sua torcida, com o compromisso de conduzir esta etapa com transparência, diálogo, responsabilidade e com a expectativa de que seja breve o caminho de volta à normalidade institucional plena".
Vasco se vê prejudicado com intervenção
O Vasco, entretanto, tenta retomar o controle da administração da SAF - além de Pedrinho, outros dois membros foram afastados - e aguarda uma resposta ao recurso feito na Justiça. O principal argumento da diretoria para pedir a suspensão é que a intervenção judicial travou todas as negociações por causa da insegurança jurídica.
Em um pedido de reconsideração da decisão, negado na quarta-feira (8) pela juíza Simone Gastesi Chevrand, a diretoria vascaína argumenta que a intervenção gerou atrasos nas negociações por contratações, patrocínio e da venda da SAF.
O empresário Marcos Lamachia, que estava em fase final para finalizar a compra das ações do Vasco, só pretende fechar o negócio com Pedrinho e os outros dirigentes que participaram das negociações.

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