Goleiro campeão da Libertadores e do Brasileiro pelo Vasco nos anos de 1990, Carlos Germano, de 56 anos, comentou o atual conflito de bastidores envolvendo o Cruz-Maltino e o Flamengo. O ex-jogador da seleção brasileira criticou as declarações do presidente rubro-negro, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, que entende que há irregularidades em Marcos Faria Lamacchia, empresário, que é enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, se tornar acionista majoritário da SAF do clube de São Januário.
"Eu não gosto muito de entrar em polêmica, mas o Bap é muito infeliz em suas declarações. Não sei porque tanta preocupação em relação ao Vasco. São clubes grandiosos, que não precisam disso. Cada qual no seu quadrado, e cada qual vai tentar fazer o melhor sempre para a sua instituição. É isso o que o Pedrinho vem fazendo com o Vasco. Se está incomodando... Eu não sei por que está incomodando, é um clube que está bem no cenário nacional, então não tem porque essa perseguição toda", disse em entrevista à "ESPN".
Carlos Germano também abordou a realidade do Vasco. O ex-goleiro abordou a fase delicada que o Cruz-Maltino vive desde o começo do século XXI, com jejum de títulos importantes, e com quatro rebaixamentos para a Série B.
"Isso (briga política) sempre foi um problema do nosso clube, sempre foi muito acirrada, muito forte. Com certeza prejudicou demais o Vasco, até da forma como o Vasco estava sendo visto nos últimos anos. Talvez por causa de algumas decisões equivocadas de algum dirigente ou outro fez com que o Vasco pagasse por isso. O Vasco consegue fazer a década de 90 uma das maiores do clube, com vários títulos importantes. Se o clube continuasse no ritmo de 97 em diante, sem fazer extravagância, sem fazer loucura, com os investidores que tinha, poderia estar até hoje", disse.
Na opinião de Germano, o Vasco tem condições de estar disputando com os principais clubes do futebol brasileiro neste momento: Flamengo e Palmeiras.
"Se tivesse feito uma gestão correta, firme, clara, a gente teria um Vasco com muito mais títulos de 2000 em diante para cá, mais nacionais, mais Libertadores... Você pode citar o Palmeiras e o Flamengo, que em todo ano formam grandes equipes, o Vasco poderia estar nesse processo também, mas de 2001 em diante as coisas começaram a desandar no clube. Se tivesse tido uma gestão mais clara a gente seria muito mais feliz", opinou.
Por fim, Carlos Germano se mostrou otimista e confiante em uma volta por cima do Vasco, que atualmente tem como presidente Pedrinho, ex-companheiro de equipe dele nos anos de 1990.
"Independente se vão conseguir continuar perseguindo ou não, o Vasco é maior do que tudo isso, e daqui a pouco a gente está voltando como era antigamente, que o Vasco ganhava tudo. E vai voltar, pode ter certeza que vai voltar", concluiu.
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