Estádio de São JanuárioAFP

O Vasco segue tentando a liberação de São Januário para mandar a partida de volta da semifinal da Sul-Americana, contra o Boca Juniors. O clube está sendo impedido por conta do regulamento da Conmebol que exige ao menos 30 mil lugares de capacidade mínima. Mas mesmo com a liberação, o Cruz-Maltino precisaria ao menos de 4 mil ingressos disponíveis para o visitantes.
A quantidade representaria cerca de 20% do estádio, um porcentagem muito incomum, ainda mais se tratando de uma partida decisiva. No momento, o setor visitante de São Januário comporta pouco mais de duas mil pessoas. O presidente Pedrinho prometeu dar um jeito de ampliar o setor para conseguir mandar a partida na própria casa.
Para conseguir duplicar a quantidade, o Vasco está conversando com a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e outros órgãos que são responsáveis pela logística e segurança do estádio. A Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj), demonstrou apoio ao Cruz-Maltino nos esforços para conseguir o aval, de acordo com o portal "UOL".
A ideia principal seria avançar a barreira de segurança que divide o setor visitante da Colina, com a própria torcida do Vasco até comportar 4 mil pessoas. Outro argumento utilizado para convencer as entidades de segurança pública seria a amizade entre as torcidas organizadas das equipes, a "Força Jovem" e a "La 12".

São Januário não era o 'plano A'

O estádio de São Januário voltou a ser a prioridade para mandar a partida da semifinal da Sul-Americana contra o Boca Juniors. O clube optou por priorizar a própria casa após sofrer a terceira recusa dos gestores do Maracanã, a dupla Fla-Flu.
Inicialmente, era uma dúvida se o Vasco iria tentar mandar o jogo em sua casa por conta de um regulamento da Conmebol. Ele obriga que todos os estádios que recebam jogos a partir das semifinais, tenham ao menos 30 mil lugares. Além disso, também é uma exigência 4 mil espaços destinados a visitantes a partir dessa fase das competições.
Diante disso, o Cruz-Maltino está tentando viabilizar um acordo para jogar no local, visto que o próprio adversário, o Boca Juniors aceitou jogar na Colina. Caso a Conmebol não abra uma exceção, a diretoria vascaína admite a possibilidade de entrar na justiça para conseguir a liberação.
*Reportagem do estagiário João André Pombo, sob supervisão de Rodrigo Souza