Jogadores do Vasco comemoram gol 'monumental' de Juninho contra o River Plate em 1998Reprodução
O Gigante da Colina e o River tiveram duelos de destaque no final dos anos 1990. Os "Millonarios" cruzaram o caminho do Vasco nas semifinais da Libertadores 1998 e da Copa Mercosul 2000. Em ambas as ocasiões, os clubes travaram duelos memoráveis das campanhas que terminaram com os títulos inéditos do Cruz-Maltino. Relembre detalhes a seguir!
Gol 'monumental' e classificação histórica
O time, comandado por Antônio Lopes, se aproveitou da força de sua torcida na ida, em São Januário, e saiu na frente do confronto. Donizete abriu o placar logo aos 10 minutos de jogo, após receber na entrada da área e chutar no canto esquerdo do gol, sem chances para o goleiro Germán Burgos. O Vasco poderia ter ampliado, mas Luizão e o próprio Donizete desperdiçaram algumas chances. Na segunda etapa, a equipe recuou e administrou o resultado positivo.
O duelo da volta, no Monumental de Nuñez, ficou marcado para a história. O estádio estava lotado, com a efusiva torcida do River Plate empurrando o time. A pressão deu resultado: Sorín abriu o placar aos 21 minutos do primeiro tempo. Até que aos 35 minutos do segundo tempo, Juninho Pernambucano, que saiu do banco de reservas, cobrou falta da intermediária, acertando um belo chute e empatando o jogo, que terminou em 1 a 1. O momento foi eternizado pela torcida vascaína cantada a plenos pulmões até hoje. Depois disso, o Vasco derrotou o Barcelona-EQU na final e se sagrou campeão da América.
Vasco mantém freguesia do River
A primeira partida foi no Monumental de Nuñez. No entanto, o Vasco, que desta vez contava com atletas como Juninho Paulista e Romário e era comandado por Oswaldo de Oliveira, não se intimidou e aplicou uma goleada em pleno território argentino: 4 a 1, com gols de Romário, Júnior Baiano, Juninho Paulista e Pedrinho. A goleada já estava sacramentada na metade do segundo tempo - aos 24 minutos da etapa final, Saviola descontou para os "Millonarios". O goleiro vascaíno Hélton teve uma das atuações mais memoráveis de sua carreira, realizando uma série de defesas difíceis.
Com o placar a favor, o jogo da volta foi marcado por festa para os mais de 20 mil presentes em São Januário. Apesar da forte chuva, o time ainda conseguiu superar o adversário por 1 a 0. O placar foi aberto logo no início do segundo tempo, após Juninho Paulista receber na entrada da área e chutar no canto, sem chances para Bonano. O autor do gol ainda seria expulso por confusão com o então atleta Eduardo Coudet - que também receberia, ao lado do companheiro Trotta, o cartão vermelho. O Vasco avançou à final e conquistou o título de forma heroica, ao virar o duelo decisivo contra o Palmeiras de 3 a 0 para 4 a 3.

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