Arena das Dunas, em NatalDivulgação

O Vasco obteve decisões favoráveis na Justiça do Rio de Janeiro em disputa contra a Arena das Dunas, de Natal. Segundo informações da 'ESPN', a administração do estádio acusa o Cruz-Maltino de "enriquecimento ilícito" e cobra a devolução de R$ 700 mil referentes ao adiantamento por jogo amistoso que acabou não ocorrendo em julho de 2025.

A gestão da arena apresentou um novo recurso nesta terça-feira (13), alegando omissão do tribunal ao negar, anteriormente, um pedido de tutela de urgência e um agravo de instrumento. O complexo esportivo sustenta que os magistrados ignoraram argumentos capazes de alterar os desfechos das decisões.
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A controvérsia gira em torno de uma partida contra o Montevideo Wanderers, do Uruguai, agendada para o dia 5 de julho do ano passado. O contrato previa uma cota de R$ 1 milhão para os cariocas, sendo R$ 700 mil repassados de forma antecipada.
O duelo, contudo, foi cancelado às vésperas da data marcada, após a equipe uruguaia alegar problemas logísticos decorrentes da alteração no horário de seu voo e desistir de viajar ao Brasil.

A Arena das Dunas alega não ter tido ingerência sobre a atitude do clube uruguaio e quer que o Judiciário determine a restituição dos R$ 700 mil, além de isentar o estádio do pagamento dos R$ 300 mil pendentes.

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Por outro lado, o Vasco rebate as acusações e defende ter o direito de reter a quantia já recebida, exigindo ainda o repasse do saldo final. A diretoria vascaína afirma que a alegação de quitação antecipada não é verdadeira, pois a obrigação previa o repasse integral da cota contratada.
O clube também aponta que os depósitos foram efetuados por terceiros e solicita a inclusão da Liga Universitária, coorganizadora do evento, no processo.

Entre os requerimentos apresentados pela defesa cruz-maltina estão a improcedência total da ação da Arena, a rejeição de qualquer pedido de arresto de bens (lembrando que o clube se encontra em recuperação judicial) e a condenação dos organizadores ao pagamento de multas de R$ 10 mil por descumprimento de itens do contrato, bem como o ressarcimento das despesas do processo.
*Reportagem do estagiário Bernardo Fonseca, sob a supervisão de Gabriel Salotti