Delminho é réu por duplo homicídio qualificado e ocultação de cadáver.Divulgação
Rio - O mecânico acusado de assassinar um casal de forma cruel em Itaboraí vai sentar no banco dos réus quatro meses após o crime. A Justiça marcou para o próximo dia 24 de março a primeira audiência de instrução contra Adelmo da Silva dos Santos. Os pais dele também foram presos por conta do mesmo caso.
Conhecido como Delminho Mecânico, ele foi denunciado pelo Ministério Público pela morte do casal Fernanda Souza Silva Siqueira, 26 anos, e Lenon Batista Siqueira, 35, na região de Muriqui, em Itaboraí, no dia 16 de novembro de 2025. Segundo as investigações, o crime teria sido motivado por um desentendimento envolvendo uma negociação de veículos entre o mecânico e as vítimas.
Os agentes apuraram que Delminho armou uma emboscada para atrair o casal. Fernanda e Lenon saíram de Rio Bonito para se encontrar com o mecânico e tentar desfazer a negociação, já que o acordo não vinha sendo cumprido. Ao chegar ao local, os dois foram levados para uma área de mata próxima à casa do suspeito, onde foram atacados e mortos. Após o crime, os corpos foram esquartejados, queimados e enterrados no próprio terreno em que Delminho morava.
Durante as investigações, Delminho confessou o crime aos policiais, que o prenderam. Os restos mortais das vítimas foram encontrados dois dias depois, em uma área de difícil acesso, após escavações realizadas com apoio do Corpo de Bombeiros.
A primeira audiência de instrução do caso está marcada para acontecer na 1ª Vara Criminal do Fórum de Itaboraí. Delminho é réu por duplo homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Os pais dele, Adelson Elói dos Santos e Leila Lopes dos Santos, também foram denunciados pelo Ministério Público por ocultação de cadáver. Segundo o MP, eles teriam ajudado a ocultar os corpos das vítimas após o assassinato.
Para a audiência, são esperadas 12 testemunhas de acusação, que devem ser ouvidas durante a sessão.
Outras investigadas
Durante a investigação, outras duas mulheres chegaram a ser presas. Uma delas responde em liberdade pelo crime de fraude processual.
Outra mulher suspeita apontada pela Polícia Civil, parente de Adelmo, presa em operação realizada em Rio Bonito após ação de inteligência da 119ª DP. Segundo as investigações, ela teria colaborado na emboscada contra o casal e participado da ocultação dos corpos.
No entanto, até o momento apenas Adelmo e seus pais foram denunciados pelo Ministério Público.
Relembre o caso
Durante as investigações, cinco pessoas chegaram a ser presas. Adelmo se apresentou à Polícia Civil no dia 18 de novembro, na 71ª DP (Itaboraí), acompanhado de seu advogado.
Cinco dias depois, diante da pressão das investigações, Adelson e Leila também se apresentaram na mesma delegacia. Em seguida, foram encaminhados para a 73ª DP (Neves), onde tiveram os mandados de prisão cumpridos.
A audiência de instrução marcada para março será a primeira etapa do processo criminal, quando serão analisadas as provas e ouvidas as testemunhas antes da decisão judicial sobre o caso.
* Reportagem da estagiária Aretha Dossares, sob supervisão de Larissa Amaral.



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