Já desarmado e mobilizado pelo pastor, o cabo Reginaldo foi acamaldo por colegas de farda, minutos depois Foto Reprodução

Itaperuna – O domingo (11) o subdistrito de Aré, no município de Itaperuna (RJ), foi marcado por momentos de muita tensão e, graças à coragem e habilidade do pastor Aristidis Machado Macedo (subtenente da Polícia Militar) não aconteceu uma tragédia: ele conseguiu mobilizar e desarmar um policial que estaria fazendo disparos para o alto colocando em riscos pessoas próximas.
O fato aconteceu, por volta das 20h30, em uma praça na Rua Vereador Malafaia, onde, segundo relatos de populares, o cabo-PM Reginaldo Gonçalves Braune, à paisana, portava uma arma de fogo em via pública, passando a apontá-la para cima, provocando desespero em pessoas que se encontravam no local.
Todos – crianças e adultos – estariam sendo ameaçados, pelo policial que (ainda não há informação sobre a causa) parecia descontrolado psicologicamente. Em pânico, temendo por uma situação drástica, moradores correram e procuraram abrigo na Igreja Batista, onde o pastor-militar, lotado no 36° Batalhão, se encontrava.
De acordo com testemunhas, imediatamente, o líder religioso interrompeu o culto e se dirigiu à praça; aproximou-se do cabo e, com cautela e destreza, conseguiu mobilizá-lo e efetuar o desarme. A ação demorou cerca de 40 minutos, até à chegada de uma guarnição, que deu prosseguimento à operação.
ATO HERÓICO - Minutos depois, moradores retornaram à praça e ressaltaram a iniciativa do pastor, destacando que “ele colocou a própria vida em risco pela segurança da população, de forma heroica”. Um dos comentários “lamentou a situação de surto psicólogo do cabo” e aplaudiu “a forma técnica e responsável como a situação foi controlada”.
O caso foi registrado na 143° Delegacia de Polícia Civil de Itaperuna, pelo inspetor Fernando Manuel Nascimento Duarte. As investigações estão sob a presidência do delegado titular Carlos Augusto G. Da Silva. O 29º Batalhão de Polícia Militar informa que os detalhes do ocorrido estão sendo rigorosamente apurados.
O cabo Reginaldo foi conduzido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) à Unidade de Pronto Atendimento (Upa) Itaperuna e medicado pelo possível surto; em seguida, levado à 143 DP onde prestou depoimento e, logo depois, liberado, sob recomendação médica.