Itaperuna - Inauguração da Praça São Pedro, celebração religiosa, procissão fluvial e terrestre, soltura simbólica de peixes e momentos de confraternização, realçaram a pesca artesanal nessa sexta-feira (26), em Itaperuna (RJ), por conta do Dia de São Pedro, padroeiro dos pescadores. A movimentação foi intensa durante todo o dia.
A homenagem ao padroeiro dos pescadores aconteceu por iniciativa da Colônia de Pescadores do município e ganhou projeção com intervenções do governo municipal e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional do Interior, Pesca e Agricultura Familiar, por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e da Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj).
Além de grandes eventos para marcar a data, a administração municipal apoiou eventos religiosos e fez a entrega oficial da nova Praça São Pedro, localizada na Beira-rio, focado no entretenimento, com participação de pescadores, familiares, moradores e representantes de instituições ligadas ao setor pesqueiro municipal e regional.
O município conta com mais de 180 profissionais da pesca que, pelo quarto ano seguido, foram brindados com a Festa do Pescado. A soltura simbólica de três mil lambaris no rio Muriaé, em ação voltada ao repovoamento e à preservação da fauna aquática local. Foi uma das atividades marcantes, realçadas pelo reconhecimento à identidade cultural e à tradição pesqueira.
A soltura aconteceu no momento em que era realizada uma procissão fluvial de aproximadamente 700 metros ao longo do rio, até a Ilha Cysne. O chefe do escritório regional da Fiperj em Itaperuna, Ramon de Sousa Rego, explica que a festa nasceu a partir de uma mobilização da própria comunidade pesqueira.
MOMENTO ESPECIAL - A Colônia de Pescadores entrou na organização, em parceria com a Emater-Rio, e posteriormente, a Fiperj. “Desde então, o evento passou a integrar o calendário cultural e religioso do município, reunindo pescadores e famílias em torno de uma tradição ligada à história da cidade”, diz Ramon pontuando que a iniciativa se consolidou como um espaço de reconhecimento da atividade pesqueira.
"A festa surgiu por iniciativa da própria comunidade e cresceu a cada edição. Hoje ela faz parte do calendário de Itaperuna e valoriza não apenas o pescador, mas toda a cultura ribeirinha construída ao longo das gerações”, comenta enfatizando que é um momento de encontro, de reconhecimento e de mostrar à população a importância da pesca artesanal para o nosso município.
Técnico da Emater-Rio em Itaperuna, Luís Alberto Martins assinala que o evento ajuda a manter viva a identidade das comunidades pesqueiras: Valorizar o pescador é reconhecer sua história, seu trabalho e sua contribuição para a economia e para a segurança alimentar”.
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