Moradores cobram do DNIT definição sobre "Contorno"
Movimento pacífico envolve também entidades civis; todos foram às ruas de Itaperuna exigir cronograma da Estrada do Contorno
Os manifestantes demonstram profunda preocupação com o estrangulamento do trânsito no centro da cidade e cobram agilidade no projeto.
- Foto Rede Social/Reprodução
Os manifestantes demonstram profunda preocupação com o estrangulamento do trânsito no centro da cidade e cobram agilidade no projeto.
Foto Rede Social/Reprodução
A pressão popular pela modernização da infraestrutura rodoviária no Noroeste Fluminense ganhou um novo capítulo em Itaperuna, marcado pela "Passeata pela Paz e Segurança no Trânsito". Realizado na manhã de sábado (19), o ato foi organizado pelo Conselho Comunitário de Segurança Pública (CCS) e reuniu moradores, lideranças civis, empresariais e religiosas.
Direcionada a autoridades federais, a manifestação pacífica foi motivada pela indefinição sobre o início das obras da Estrada do Contorno. O principal argumento dos organizadores é a urgência em retirar o fluxo de veículos pesados de dentro da malha urbana de Itaperuna. Carregando faixas e cartazes, os manifestantes concentraram-se na Avenida Cardoso Moreira, em frente à sede da Guarda Municipal.
Atualmente, mais de mil carretas e caminhões cruzam o centro do município diariamente utilizando o trecho urbano da BR-356. Lideranças da mobilização argumentam que esse estrangulamento viário divide o coração comercial da cidade, gerando severas retenções logísticas e, principalmente, um histórico alarmante de acidentes graves.
Um dos exemplos que reforçam a necessidade urgente da construção do contorno para a preservação de vidas são os episódios recentes em que automóveis de passeio foram prensados ou arrastados por carretas na rodovia, o que aumentou o clima de insegurança entre pedestres e motoristas locais.
Segundo os organizadores, o movimento recebeu forte adesão institucional de entidades como o Lions Clube, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) e o Conselho de Pastores de Itaperuna (Conpai). A cobrança mais direta é feita ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
SEM DEFINIÇÃO - Diante do clamor comunitário e da cobrança por resoluções em Brasília, a reportagem tentou ouvir o órgão, mas não obteve retorno. No entanto, posicionamentos já divulgados pelo DNIT pontuam que há uma complexidade jurídica e técnica no empreendimento, que prevê um novo traçado com cerca de 16,88 quilômetros de extensão.
A Estrada do Contorno foi planejada estrategicamente para reorganizar o fluxo e interligar de maneira eficiente os acessos regionais. O DNIT já explicou que os trabalhos atuais estão concentrados no cumprimento de um contrato vigente voltado para a elaboração dos estudos ambientais e dos projetos básico e executivo de engenharia.
De acordo com os esclarecimentos, a fase atual inclui o desenho das futuras interseções rodoviárias e das obras de arte especiais — envolvendo viadutos e pontes necessárias para transpor os acidentes geográficos do município. Porém, ainda não há definição exata dos investimentos, dos prazos de execução e do lançamento do edital de licitação para as obras físicas.
O trâmite realça que o cronograma só poderá clarear após a conclusão e aprovação integral destes estudos de engenharia em andamento. Como as obras ainda não começaram, a sociedade civil de Itaperuna promete manter a vigilância e novas articulações políticas para garantir que o projeto finalmente saia das pranchetas técnicas e se transforme em realidade.
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