Produtores, autoridades e representantes da sociedade civil se reuniram para debater o futuro da agricultura na regiãoFoto: Divulgação

Macaé - O diálogo entre quem planta, produz e movimenta a economia rural ganhou protagonismo em Macaé com a realização do encontro Território em Rede, que reuniu diferentes vozes para pensar o futuro da agricultura familiar na região Norte Fluminense. O evento aconteceu nesta quarta-feira, no Parque de Exposições Latiff Mussi, e marcou um passo importante na organização coletiva e no fortalecimento do setor.
A iniciativa juntou representantes do poder público, agricultores, empresários e integrantes da sociedade civil em um mesmo espaço de escuta e construção. Participaram também profissionais ligados à hotelaria, gastronomia, hortifruti e empresas de alimentação, setores diretamente impactados pela produção rural local.
Durante a abertura, o vice-prefeito Fabiano Paschoal destacou o peso da agricultura familiar no dia a dia da população e na economia. Segundo ele, o setor tem papel direto na alimentação e também na geração de renda para centenas de famílias. O gestor reforçou que o município mantém políticas de incentivo e apoio, especialmente por meio da inserção dos produtores em programas públicos.
Um dos exemplos citados foi o Programa Nacional de Alimentação Escolar, que movimenta cerca de R$ 11 milhões por ano na compra de alimentos de produtores locais, garantindo mercado e fortalecendo a produção regional.
O encontro também trouxe à pauta a reorganização territorial da região Norte Fluminense. O superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário no estado, Victor Tinoco, explicou que a reunião faz parte do processo de rehomologação do território, etapa que redefine a forma de representação e atuação das organizações ligadas ao campo.
Segundo ele, esse processo amplia a participação de movimentos sociais e entidades, permitindo que temas como comercialização, infraestrutura, cidadania rural e desenvolvimento sustentável sejam discutidos de forma mais estruturada. A proposta inclui atender demandas de comunidades rurais, assentamentos e territórios quilombolas, promovendo integração e políticas mais eficazes.
A expectativa é que, com a reestruturação, a região avance na construção de estratégias que fortaleçam a produção, ampliem oportunidades e garantam melhores condições de vida para quem vive do campo. O encontro reforçou a importância da união entre diferentes setores como caminho para consolidar uma agricultura mais forte, organizada e conectada com o desenvolvimento regional.