Embarcação Skandi Amazonas segue monitorada após acidente próximo à costa de MacaéFoto: Reprodução

Macaé - A movimentação intensa no litoral de Macaé ganhou um novo capítulo após o acidente envolvendo a embarcação Skandi Amazonas, ocorrido na última semana. O caso, que mobilizou autoridades, equipes técnicas e representantes do setor offshore, agora levanta uma hipótese que passou a preocupar especialistas e moradores: a possível ausência de sinalização marítima adequada na área onde o rebocador encalhou.
As suspeitas surgiram após informações apontarem que a embarcação teria atingido um banco de rochas durante a navegação. Dados divulgados pela própria empresa responsável pela operação, a DOF, reforçaram a linha de investigação sobre as condições da área marítima onde aconteceu o incidente.
A preocupação aumentou nos últimos dias diante do risco de danos ambientais. O prefeito de Macaé, Welberth Rezende, e o presidente da Câmara Municipal, Alan Mansur, estiveram no local na última terça-feira para acompanhar de perto a situação da embarcação e avaliar possíveis impactos na região costeira.
Apesar do susto e da apreensão gerada pelo acidente, a DOF informou à reportagem que não houve vazamento de óleo nem registro de danos ambientais. Segundo a empresa, o Skandi Amazonas presta serviços de ancoragem submarina para a Petrobras e segue sob monitoramento constante desde o ocorrido.
Ainda de acordo com a empresa, oito trabalhadores permanecem a bordo da embarcação em sistema de revezamento, executando serviços considerados essenciais para manter as condições operacionais da unidade. No momento do acidente, o navio contava com 29 tripulantes.
O episódio mobilizou uma grande operação técnica. Equipes multidisciplinares foram acionadas para elaborar o plano de retirada da embarcação da área de encalhe. Especialistas em salvamento marítimo, conhecidos internacionalmente como salvage, além de embarcações de apoio, passaram a atuar diretamente na operação.
A empresa informou ainda que o objetivo principal neste momento é garantir um desencalhe seguro para posterior deslocamento do Skandi Amazonas até um estaleiro apropriado, onde serão realizados reparos estruturais.
Enquanto os trabalhos seguem no litoral macaense, cresce também a discussão sobre segurança marítima e fiscalização de áreas de navegação próximas à costa. O caso acendeu um alerta em uma cidade que possui uma das maiores operações offshore do país e movimenta diariamente embarcações ligadas à indústria do petróleo.
Órgãos reguladores já foram comunicados oficialmente sobre o acidente e acompanham o andamento das ações no local.