Equipes iniciaram o plantio de espécies nativas na faixa de restinga da Praia do PecadoFoto: Divulgação
Faixa verde volta a ganhar vida na Praia do Pecado com plantio de espécies nativas
Projeto ambiental avança em Macaé com recuperação da restinga, cercamento de áreas sensíveis e trabalho de conscientização junto à população
Macaé - A paisagem da Praia do Pecado começou a mudar de cor nesta quinta-feira em Macaé. Em meio à areia, ao vento forte e ao som do mar, cerca de 300 mudas de espécies nativas passaram a ocupar áreas antes degradadas da restinga, marcando o início de uma nova etapa do projeto “Restinga Boa é Restinga Nativa”.
A ação ambiental aposta na recuperação da vegetação típica do litoral macaense para devolver equilíbrio ecológico a uma das áreas mais conhecidas da orla da cidade.
Nesta segunda fase do projeto, equipes iniciaram o plantio de espécies como bromélias, guriri, pitanga, canavalia, ipomea e cactos em uma faixa de aproximadamente mil metros quadrados. Além do reflorestamento, a iniciativa também inclui cercamento de proteção e orientação ambiental para frequentadores da praia.
A proposta vai além da recuperação paisagística. A vegetação de restinga funciona como proteção natural contra erosão, avanço da areia e impactos ambientais causados pela ocupação urbana irregular.
De acordo com o cronograma técnico do Projeto de Recuperação Florestal, a revegetação seguirá conforme o avanço da retirada de espécies invasoras, como as yuccas, consideradas prejudiciais ao desenvolvimento da vegetação nativa.
Em alguns trechos, a própria natureza poderá acelerar o processo. Técnicos avaliam que determinadas áreas já apresentam potencial de regeneração espontânea, reduzindo a necessidade de novos plantios.
A manutenção das mudas acontecerá por meio de rega periódica e acompanhamento técnico. Apesar de adaptadas ao clima litorâneo, as espécies precisam de proteção nos primeiros meses de crescimento para resistirem à circulação intensa de pessoas e às condições climáticas da orla.
O município também reforçou o pedido de colaboração da população para preservar os espaços cercados e evitar o pisoteio nas áreas em recuperação.
A expectativa é que os primeiros sinais mais visíveis da regeneração ambiental apareçam dentro de cerca de seis meses, embora o processo completo de recuperação da restinga aconteça de forma gradual ao longo dos próximos anos.
Mais do que plantar mudas, a ação tenta reconstruir uma relação antiga entre cidade e natureza, devolvendo vida a um ecossistema essencial para o equilíbrio ambiental do litoral macaense.

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