Equipes de vigilância reforçam ações preventivas e orientam moradores sobre a importância da vacinação contra a febre amarelaFoto: Ilustração

Macaé - A prevenção entrou ainda mais em pauta em Macaé. Diante do aumento de casos de febre amarela em outros estados brasileiros, as autoridades de saúde do município intensificaram as ações de vigilância, monitoramento e conscientização da população para evitar a circulação da doença e garantir a proteção dos moradores.
As medidas são conduzidas pela Coordenação de Vigilância Ambiental em Saúde (Cevas) e seguem as recomendações emitidas pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro. O objetivo é manter o município em alerta, fortalecer a cobertura vacinal e ampliar a orientação preventiva, especialmente para quem frequenta áreas rurais ou de mata.
A boa notícia é que não há registros recentes de febre amarela no Estado do Rio de Janeiro. No entanto, o cenário nacional exige atenção. Dados do Ministério da Saúde apontam a confirmação de oito casos da doença neste ano, sendo seis em São Paulo e dois no Pará. Quatro pessoas morreram em decorrência da infecção.
Em Macaé, a principal estratégia de proteção continua sendo a vacinação. O imunizante está disponível gratuitamente nas unidades de saúde e é considerado a forma mais eficaz de prevenção contra a doença.
Embora o município não apresente circulação do vírus, a existência de áreas de Mata Atlântica e a proximidade com regiões de relevância ambiental mantêm as equipes em estado permanente de observação. O acompanhamento inclui monitoramento ambiental e ações educativas voltadas à população.
Outro fator observado pelas autoridades sanitárias é a classificação de 38 municípios fluminenses como Área Ampliada – 2º Nível B pelo Ministério da Saúde. Essas localidades são consideradas próximas a regiões com circulação viral ou corredores ecológicos favoráveis à dispersão da doença. Macaé não integra essa lista, mas segue adotando medidas preventivas para evitar riscos futuros.
Além da vacinação, especialistas recomendam o uso de repelente, roupas de manga comprida e atenção redobrada durante atividades em áreas de vegetação densa, trilhas e ambientes rurais. Em caso de sintomas como febre alta, dores no corpo, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos ou amarelamento da pele e dos olhos, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.
A febre amarela é uma doença viral transmitida por mosquitos silvestres e pode evoluir para quadros graves. Por isso, a informação, a prevenção e a imunização seguem como as principais ferramentas para manter a população protegida.