Operação do Bope que terminou com a morte de Maurinho Macaé repercutiu no Norte Fluminense e mobilizou forças de segurançaFoto: Reprodução

Macaé - A morte de Mauro Ribeiro de Almeida Júnior, conhecido como Maurinho Macaé, durante uma operação policial no Rio de Janeiro, provocou repercussão em municípios do Norte Fluminense nesta segunda-feira (15). Apontado pelas forças de segurança como um dos principais líderes do tráfico de drogas na região, o suspeito foi morto durante uma ação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) no Complexo de Manguinhos, na Zona Norte da capital.
De acordo com a Polícia Militar, Maurinho tinha 40 anos, era considerado de alta periculosidade e acumulava 56 anotações criminais, incluindo 31 registros por homicídio. As investigações apontavam que ele exercia comando sobre atividades criminosas ligadas ao Comando Vermelho em bairros de Macaé, como Lagomar, Cehab, Aeroporto e Cajueiros, além de manter influência em cidades vizinhas, entre elas Conceição de Macabu, Quissamã e Carapebus.
Segundo a corporação, a operação teve como objetivo combater grupos envolvidos com tráfico de drogas, roubos de veículos, cargas e outros crimes patrimoniais. Durante a ação, houve troca de tiros e Maurinho foi baleado. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Além da morte do suspeito, a operação resultou na prisão de cinco pessoas. Os policiais apreenderam um fuzil e uma quantidade de entorpecentes. O caso foi registrado na 21ª DP, em Bonsucesso.
As autoridades também informaram que Maurinho Macaé era citado em investigações que analisam possíveis conexões entre integrantes do crime organizado e agentes políticos da região Norte Fluminense. O nome dele apareceu em apurações relacionadas a supostas ameaças e tentativas de influência no cenário político local. Os procedimentos investigativos seguem em andamento e, até o momento, não há condenação judicial referente a esses fatos.
A possibilidade de represálias por parte de grupos criminosos levou as forças de segurança a reforçarem o policiamento no Complexo de Manguinhos. Como medida preventiva, pelo menos uma escola e duas unidades de saúde da região suspenderam temporariamente o funcionamento durante a manhã.
Os reflexos da operação também chegaram a Macaé. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostraram estabelecimentos comerciais, principalmente no bairro Aeroporto, com as portas fechadas nas primeiras horas do dia. A circulação de mensagens sobre possíveis atos de retaliação gerou preocupação entre moradores e comerciantes.
Equipes da Polícia Militar intensificaram o patrulhamento em pontos estratégicos do município para preservar a ordem pública e garantir a normalidade das atividades. Até o momento, não há confirmação oficial de ocorrências relacionadas às mensagens divulgadas nas redes sociais.
A equipe de reportagem do Jornal O DIA mantém contato com as autoridades para acompanhar os desdobramentos da operação e verificar eventuais impactos na segurança pública em Macaé e na região. A matéria segue em atualização.