Embarcação Skandi Amazonas segue encalhada na Praia Campista e mantém autoridades e moradores atentos aos desdobramentos do casoFoto: Reprodução Rede Social
Skandi Amazonas completa 32 dias encalhada e Câmara de Macaé cobra respostas sobre retirada da embarcação
Permanência do navio na Praia Campista mobiliza Frente Parlamentar do Petróleo e Energia, que pede mais transparência sobre o cronograma de remoção e reforça debate sobre os impactos da indústria offshore no município
Macaé - O tempo passa, mas a Skandi Amazonas continua na Praia Campista. Passados 32 dias desde o encalhe da embarcação, o episódio segue provocando questionamentos em Macaé e mobilizando o poder público, que cobra informações sobre os procedimentos e o prazo para a retirada do navio.
Na Câmara Municipal, o assunto voltou ao centro das discussões nesta semana. Integrante da Frente Parlamentar de Petróleo e Energia, a vereadora Leandra Lopes acompanha o caso e defende maior transparência por parte da empresa responsável pela embarcação e também da Petrobras, para que a população tenha acesso às informações sobre as medidas adotadas e os próximos passos da operação.
Embora a DOF tenha informado que mantém equipes técnicas especializadas monitorando a situação e realizando ações preventivas para evitar danos ambientais, até o momento não foi divulgada uma previsão oficial para a remoção da embarcação, que permanece na faixa costeira de Macaé.
A ausência de um cronograma definido tem alimentado a preocupação de moradores e representantes do Legislativo. Para Leandra Lopes, a cidade não pode conviver com incertezas diante de uma atividade econômica que faz parte do seu cotidiano.
"Até agora, por sorte, não tivemos nenhum acidente ambiental. Mas Macaé é uma cidade que não pode depender da sorte. Convivemos diariamente com a indústria do petróleo, embarcações e operações offshore. Por isso, cobramos uma resposta concreta sobre quando essa situação será resolvida", afirmou a parlamentar.
O episódio também trouxe de volta um antigo debate sobre a importância dos royalties do petróleo para os municípios produtores. Segundo a vereadora, a presença da indústria petrolífera gera desenvolvimento econômico, mas também impõe desafios e riscos que exigem investimentos permanentes em infraestrutura, fiscalização e proteção ambiental.
Leandra destacou que Macaé desempenha um papel estratégico na cadeia produtiva do petróleo brasileiro, concentrando operações da Bacia de Campos e recebendo empresas e trabalhadores de diversas regiões do país.
Na avaliação da parlamentar, casos como o da Skandi Amazonas evidenciam os impactos que a atividade offshore pode provocar no território e reforçam a necessidade de mecanismos de compensação financeira aos municípios produtores.
A Frente Parlamentar de Petróleo e Energia da Câmara de Macaé acompanha os desdobramentos do caso e é formada pelos vereadores Leandra Lopes, Vicente da Fox, Alan Mansur e Denis Madureira. O grupo defende o acompanhamento permanente das operações ligadas ao setor petrolífero e o fortalecimento das políticas públicas voltadas à segurança ambiental e ao desenvolvimento econômico do município.
Enquanto a embarcação permanece encalhada, a expectativa é que novos esclarecimentos sejam apresentados pelos órgãos e empresas envolvidos, principalmente sobre o planejamento técnico para a retirada do navio e as medidas adotadas para preservar o meio ambiente e a segurança da área.

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