Macaé lidera os repasses de royalties no Norte Fluminense e reforça sua posição como um dos principais municípios produtores de petróleo do BrasilFoto: Marcia Foletto
Macaé mantém protagonismo nacional do petróleo e recebe quase R$ 200 milhões em royalties
Repasse da ANP reforça o peso econômico da Capital Nacional da Energia e reacende debate sobre a importância da manutenção dos recursos para os municípios produtores
Macaé - Macaé voltou a confirmar sua posição de destaque na indústria do petróleo ao receber cerca de R$ 199,4 milhões em royalties, conforme o mais recente repasse divulgado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). O valor coloca o município entre os maiores beneficiados do Estado do Rio de Janeiro e evidencia a força da produção offshore instalada na Bacia de Campos, responsável por movimentar a economia regional e gerar milhares de empregos.
O repasse representa uma das principais fontes de receita do município e contribui diretamente para investimentos em áreas estratégicas, como saúde, educação, mobilidade urbana, infraestrutura, assistência social e desenvolvimento econômico. Além de fortalecer as contas públicas, os royalties permitem que a cidade mantenha projetos de expansão e modernização dos serviços oferecidos à população.
Na região Norte Fluminense, Macaé liderou com ampla vantagem a distribuição dos recursos. Campos dos Goytacazes recebeu aproximadamente R$ 83,3 milhões, enquanto Quissamã foi contemplada com cerca de R$ 22,7 milhões. Os números refletem a importância dos municípios produtores na cadeia petrolífera brasileira e sua participação na exploração de petróleo e gás em águas profundas.
No cenário estadual, apenas Maricá, com aproximadamente R$ 400,3 milhões, e a cidade do Rio de Janeiro, com R$ 336,7 milhões, registraram arrecadações superiores às de Macaé, consolidando o município como um dos principais polos econômicos ligados à indústria de óleo e gás no país.
Os valores também voltam a colocar em evidência a discussão sobre a redistribuição dos royalties. O tema começou a ser analisado pelo Supremo Tribunal Federal, mas o julgamento foi suspenso após pedido de vista do ministro Flávio Dino. A proposta em debate poderá alterar a forma de divisão desses recursos entre estados e municípios.
Caso a redistribuição seja aprovada futuramente, especialistas apontam que cidades produtoras como Macaé poderão sofrer impactos significativos em suas receitas, comprometendo investimentos públicos e reduzindo a capacidade financeira para manter obras, programas sociais e serviços essenciais.
Enquanto o impasse jurídico permanece sem definição, os números divulgados pela ANP reafirmam o papel estratégico de Macaé na produção nacional de petróleo e demonstram que os royalties continuam sendo um dos pilares da economia local e regional, sustentando investimentos e impulsionando o desenvolvimento da Capital Nacional da Energia.

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