Lavouras de milho fazem de Macaé o principal produtor do Estado e reforçam a importância da agricultura para a economia regionalFoto: Ilustração
Milho movimenta R$ 6,8 milhões por ano e transforma Macaé na maior potência agrícola do Estado do Rio
Produção liderada pelo município impulsiona a economia rural, fortalece a agricultura familiar e garante o abastecimento de mercados e festas juninas em diversas regiões fluminenses
Macaé - Nem só de petróleo vive Macaé. Enquanto o município é reconhecido nacionalmente pela força da indústria de óleo e gás, outro setor movimenta milhões de reais todos os anos e ajuda a sustentar centenas de famílias no campo. A produção de milho, que gera cerca de R$ 6,8 milhões anuais no Estado do Rio de Janeiro, tem em Macaé seu maior protagonista, consolidando o município como líder fluminense na cultura do grão e referência para o agronegócio estadual.
O destaque foi confirmado por dados divulgados pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio de Janeiro (Emater-Rio), que apontam Macaé como o principal município produtor de milho entre todas as cidades fluminenses. O desempenho coloca a região Norte Fluminense na liderança da atividade agrícola, respondendo por aproximadamente 54% de toda a produção estadual.
A força dessa cadeia produtiva vai muito além das lavouras. O milho representa renda para produtores rurais, gera empregos diretos e indiretos, movimenta o comércio agrícola e abastece feiras livres, supermercados, agroindústrias e pequenos empreendedores que transformam o grão em diversos produtos consumidos diariamente pela população.
Atualmente, cerca de 600 agricultores cultivam milho em território fluminense. Juntos, eles produzem aproximadamente 4,8 mil toneladas por ano, distribuídas em uma área superior a 1,1 mil hectares. Entre todas as culturas classificadas como grãos, o milho ocupa a maior área plantada do Estado e também lidera o faturamento do segmento.
Embora a produção aconteça durante praticamente todo o ano, é no período das festas juninas que o milho ganha ainda mais protagonismo. A procura pelo grão cresce para atender à fabricação de receitas tradicionais que fazem parte da cultura brasileira, como pamonha, canjica, curau, bolo de milho, pipoca, cuscuz e diversas outras especialidades típicas dos arraiais.
Esse aumento da demanda representa uma oportunidade importante para os produtores rurais, que conseguem ampliar a comercialização da safra justamente em um dos períodos de maior consumo. O reflexo positivo alcança toda a cadeia produtiva, beneficiando agricultores familiares, comerciantes, feirantes e empreendedores ligados ao setor alimentício.
Além do aspecto econômico, a produção de milho também exerce papel estratégico na preservação das tradições rurais e gastronômicas. O cultivo do grão mantém viva uma atividade histórica no interior fluminense, incentivando novas gerações a permanecerem no campo e contribuindo para o fortalecimento da agricultura regional.
Outro município que também aparece entre os principais produtores é Varre-Sai, no Noroeste Fluminense, responsável por aproximadamente 24% da área cultivada no Estado. Ainda assim, é Macaé quem concentra a maior produção, reforçando sua posição de liderança em uma atividade que cresce ano após ano.
O desempenho evidencia que o município reúne características capazes de impulsionar diferentes setores da economia. Ao lado da indústria offshore, o agronegócio vem consolidando espaço cada vez maior, mostrando que o desenvolvimento econômico de Macaé também passa pela força do campo, pelo trabalho dos produtores rurais e pela valorização da agricultura como importante vetor de geração de emprego, renda e segurança alimentar.


Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.