Com estrutura ampliada e investimentos contínuos, o Aeroporto de Macaé fortalece sua posição como principal base da aviação offshore brasileiraFoto: Ilustração
Aeroporto de Macaé bate novo recorde na aviação offshore e reforça posição como motor da economia do petróleo
Movimentação cresce no primeiro semestre, infraestrutura é ampliada e terminal consolida protagonismo logístico para a Bacia de Campos, principal polo produtor de petróleo do país
Macaé - A força da indústria do petróleo voltou a impulsionar a economia de Macaé e encontrou no aeroporto da cidade um dos seus principais termômetros. Dados divulgados pela Zurich Airport Brasil revelam que o terminal registrou crescimento na movimentação de passageiros durante o primeiro semestre de 2026, consolidando um ciclo de expansão que acompanha o aumento da atividade offshore na Bacia de Campos.
Entre janeiro e junho, aproximadamente 115 mil passageiros utilizaram o Aeroporto de Macaé. O resultado representa alta de 8% em comparação com o mesmo período do ano passado e reforça o papel estratégico do terminal no deslocamento diário de milhares de profissionais que embarcam rumo às plataformas de petróleo instaladas na costa fluminense.
Muito além de um aeroporto regional, o terminal macaense tornou-se uma das principais engrenagens da cadeia de óleo e gás do Brasil. É por ele que passam equipes técnicas, engenheiros, operadores e especialistas responsáveis por manter em funcionamento parte significativa da produção nacional de petróleo. Cada voo representa uma operação logística complexa, que exige precisão, segurança e infraestrutura preparada para atender uma atividade considerada essencial para a economia brasileira.
Os resultados obtidos em Macaé contribuíram para um desempenho histórico da concessionária. Somados, os aeroportos de Macaé e Vitória movimentaram quase 180 mil passageiros em mais de 10 mil voos offshore no primeiro semestre, registrando o maior volume desde o início da concessão, em 2020. O crescimento foi de 9% sobre igual período de 2025 e elevou para mais de 1,7 milhão o número de passageiros transportados pelas duas bases ao longo dos últimos anos.
Esse avanço não acontece por acaso. O aeroporto vive uma profunda transformação estrutural, resultado de investimentos que ampliaram sua capacidade operacional e elevaram o padrão dos serviços oferecidos às empresas que atuam na indústria offshore.
Hoje, Macaé reúne uma das infraestruturas mais completas do segmento no país. O complexo conta com sete hangares em operação, outros dois em construção e quatro lounges compartilhados destinados às operadoras aéreas, oferecendo mais conforto, agilidade e eficiência para as empresas que utilizam diariamente o terminal.
Outro diferencial coloca o município em posição única no cenário nacional. O Aeroporto de Macaé é atualmente o único do Brasil voltado às operações offshore que funciona com duas pistas. A segunda pista, inaugurada recentemente, recebeu investimento de R$ 220 milhões da Zurich Airport Brasil e ampliou significativamente a capacidade de pousos, decolagens e atendimento às novas demandas do setor energético.
Além de aumentar a eficiência operacional, a nova estrutura reduz gargalos logísticos, oferece maior flexibilidade para as operações aéreas e prepara o terminal para acompanhar o crescimento previsto da exploração de petróleo na costa brasileira nos próximos anos.
O reconhecimento pelo alto padrão operacional também já começou a aparecer. O aeroporto conquistou o PEOTRAM 2024, premiação concedida pela Petrobras às bases que apresentam excelência em segurança, eficiência e desempenho nas operações de transporte ligadas à indústria de óleo e gás.
Para o CEO da Zurich Airport Brasil, Ricardo Gesse, o desempenho alcançado é consequência direta da combinação entre investimentos e gestão operacional.
"O crescimento demonstra que os investimentos realizados vêm produzindo resultados consistentes. Trabalhamos para oferecer uma infraestrutura moderna, segura e eficiente, capaz de atender às necessidades da indústria de óleo e gás e acompanhar a evolução desse mercado estratégico para o país", destacou.
A expansão do aeroporto também produz reflexos além das pistas. O fortalecimento das operações impulsiona empregos, movimenta hotéis, restaurantes, transportadoras, empresas de manutenção aeronáutica e diversos segmentos da economia local. Cada novo investimento amplia a capacidade de Macaé de atrair negócios, consolidando o município como a principal porta de entrada da aviação offshore brasileira e um dos pilares logísticos mais importantes do setor energético nacional.
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