Instalação das âncoras na faixa de areia representa o primeiro passo da operação de reflutuação do Skandi AmazonasFoto: Reprodução
Remoção do Skandi Amazonas entra em nova fase em Macaé
Instalação das primeiras âncoras na Praia Campista marca o início da operação que deverá reflutuar e retirar a embarcação encalhada desde maio
Macaé - A operação para retirar o navio Skandi Amazonas da Praia Campista finalmente começou a ganhar forma em Macaé. Depois de quase dois meses desde o encalhe da embarcação, as primeiras estruturas previstas no plano de salvamento foram instaladas na madrugada desta segunda-feira (13), marcando o início da etapa prática da remoção.
A informação foi confirmada pela DOF, empresa responsável pela embarcação, que informou a conclusão da instalação das âncoras na faixa de areia da praia. O equipamento faz parte do sistema que será utilizado para a reflutuação do navio, etapa considerada essencial para que a embarcação possa ser retirada do local com segurança.
Segundo a empresa, a intervenção integra o Plano Executivo de Salvamento elaborado especialmente para a operação. As âncoras funcionarão como pontos de sustentação durante as manobras que permitirão reposicionar o navio e conduzi-lo novamente ao mar.
Após a conclusão dessa fase, a área utilizada será totalmente recuperada. A DOF informou que todas as estruturas temporárias instaladas na faixa de areia serão removidas ao término dos trabalhos, conforme previsto no planejamento técnico.
De acordo com a empresa, todas as etapas do plano foram previamente apresentadas aos órgãos competentes. A operação conta com autorizações e acompanhamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), da Capitania dos Portos e da Prefeitura de Macaé, respeitando as atribuições de cada instituição.
A embarcação permanece encalhada na Praia Campista desde o dia 15 de maio e segue sob monitoramento permanente das equipes técnicas responsáveis pela operação. Conforme a DOF, o navio permanece estável e, até o momento, não foram registrados vazamentos de óleo, combustíveis ou qualquer outra substância capaz de provocar impactos ambientais.
Ainda segundo a empresa, todas as atividades continuarão sendo executadas sob rigorosos protocolos de segurança operacional e proteção ambiental, conforme estabelecido no Plano Executivo de Salvamento. As próximas etapas da operação dependerão das condições técnicas e climáticas necessárias para a reflutuação e retirada definitiva do Skandi Amazonas.
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