Segundo Welberth, o problema atinge bairros de norte a sul da cidadeFoto: Reprodução Rede Social
Segundo Welberth, o problema atinge bairros de norte a sul da cidade. Entre os locais citados está Lagomar, onde, de acordo com o prefeito, o fornecimento continua insatisfatório. Ele também apontou dificuldades no extremo sul do município e cobrou melhorias no sistema de distribuição.
“Pessoal, se tem uma coisa que me deixa indignado, é a questão da falta de abastecimento de água na cidade. Todo mundo sabe que quando entrei pra cidade como prefeito, já encontrei o contrato com a Cedae assinado. Aliás, é um contrato de mais de 20 anos de abastecimento, ineficaz”, declarou.
O prefeito afirmou que tenta negociar soluções com a companhia desde o período em que atuava como vereador e deputado estadual. Segundo ele, foram realizadas reuniões na sede da Cedae, no Rio de Janeiro, e no gabinete municipal, mas os problemas persistem.
“Todo mundo sabe que eu sempre fui do diálogo, mas não dá mais pra aguentar. A falta d’água é uma coisa que incomoda todo mundo”, disse.
Contrato antigo e impasse histórico no abastecimento
A relação entre Macaé e a Cedae é marcada por conflitos há décadas. O primeiro contrato de concessão citado no histórico do município foi assinado em 1983 pelo então prefeito Sacif Salim Selen, com prazo de 20 anos. Em 1993, o acordo foi prorrogado pelo ex-prefeito Carlos Emir Mussi.
Em março de 2019, o então prefeito Dr. Aluízio (PSDB) tentou rescindir o contrato. A Cedae conseguiu uma liminar na Justiça do Rio para retomar a operação do abastecimento. Em novembro daquele ano, o município recuou da medida após avaliar que não dispunha de recursos para pagar a indenização decorrente do rompimento, o que permitiu a continuidade definitiva dos serviços pela companhia.
A situação de Macaé também tem uma particularidade no processo de concessão dos serviços de saneamento realizado no estado. Embora a privatização da Cedae tenha ocorrido em 2021, o município não assinou a concessão e permaneceu sob atendimento da companhia, responsável pela produção, distribuição e comercialização da água.
O leilão dos serviços foi dividido em blocos concedidos a consórcios privados por 35 anos, com arrecadação total de R$ 24,88 bilhões. A companhia havia sido leiloada por R$ 22,7 bilhões, segundo os dados citados no histórico da operação.
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