Suruí, em Magé, tem trabalho ambiental, mas descarte irregular continuaDivulgação

Magé - Suruí, em Magé, tem se destacado não apenas pelas belezas naturais e pela paisagem que preserva características tradicionais da região, mas também por receber produções audiovisuais e abrigar iniciativas voltadas à preservação ambiental. O bairro, que já serviu de cenário para gravações de novelas e outras produções, também é marcado pela presença do Rio Suruí, importante para a comunidade local e para a atividade dos pescadores artesanais.
É justamente nesse cenário que o descarte irregular de resíduos ainda representa um desafio. Embora o bairro conte com coleta regular de lixo, realizada três vezes por semana, materiais continuam sendo encontrados nas águas e margens do rio.
Desde fevereiro de 2022, o Projeto Águas da Guanabara atua diretamente no Rio Suruí, com a participação de pescadores artesanais na retirada sistemática de resíduos. Ao longo de mais de quatro anos, o trabalho já removeu plásticos, garrafas, sacolas, roupas, pneus, móveis e diversos outros materiais descartados de forma irregular.
Para Elaine Cristina, presidente da Colônia de Pescadores Z-9, em Magé, a situação mostra que preservar o rio exige uma atuação permanente.
“Suruí tem uma importância enorme para quem vive aqui, especialmente para os pescadores. A gente trabalha para retirar o lixo do rio, mas é muito triste ver que, depois da limpeza, novos resíduos continuam sendo jogados. Precisamos cuidar do meio ambiente, mas também conscientizar as pessoas de que o rio não é lugar para descarte de lixo”, afirma Elaine.
Coleta regular não elimina o descarte irregular
A presença de resíduos no Rio Suruí não significa, necessariamente, ausência de serviço público de coleta. O bairro possui coleta regular três vezes por semana, enquanto o projeto ambiental atua diretamente na retirada dos materiais que chegam às águas e margens por meio do descarte irregular.
A diferença é importante para compreender a dimensão do problema: mesmo com a coleta disponível, o descarte inadequado faz com que novos resíduos continuem chegando ao rio.
Por isso, além da limpeza, são necessárias ações permanentes de educação ambiental, conscientização, fiscalização e responsabilização. O trabalho dos pescadores demonstra que a limpeza dos rios é fundamental, mas não pode ser a única resposta. Para que o Rio Suruí permaneça limpo, é preciso também impedir que o lixo volte para suas águas.