Igreja Nossa Senhora da Piedade de MagéDivulgação
Erguidas entre 1710 e 1921, as construções estão distribuídas por diferentes bairros e localidades de Magé. O percurso reúne igrejas preservadas, capelas e ruínas que ajudam a compreender a formação histórica do município e a influência da religiosidade na organização social e cultural da região.
Entre os templos mais antigos está a Igreja Matriz de São Nicolau, em Suruí, construída em 1710. Dois anos depois, foi erguida a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Guia de Pacobaíba, em Mauá. Já a Capela de Nossa Senhora da Conceição de Suruí, localizada em Rio do Ouro, remonta a 1718.
O patrimônio inclui ainda as ruínas da Capela de Sant’Anna de Iriri, na Vila Inca, datadas de 1737, e a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, em Mauá, construída em 1740. Também integram o roteiro a Capela de Santo Aleixo, de 1743, e a Capela de São Francisco do Croará, em Mauá, de 1745. As ruínas da Igreja de Nossa Senhora da Piedade de Inhomirim, em Bongaba, preservam vestígios de um templo do século XVIII.
Matriz de Nossa Senhora da Piedade
A reabertura, em setembro deste ano, devolveu à população um importante espaço de celebração religiosa e convivência comunitária. Além de sua função espiritual, a matriz representa um marco da memória urbana de Magé e da devoção a Nossa Senhora da Piedade, tradição presente na história do município.
O roteiro religioso também contempla a Capela de Nosso Senhor do Bonfim, de 1883; a Capela de Sant’Anna de Piedade, de 1896; e a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Inhomirim, em Raiz da Serra, construída em 1906.
Outro destaque é a Igreja de Sant’Anna, em Pau Grande, datada de 1918. O templo apresenta influências góticas e neogóticas e está ligado à história de Manoel Francisco dos Santos, o Garrincha, um dos maiores nomes do futebol brasileiro, nascido e criado no bairro, onde foi batizado. A construção evidencia como o patrimônio religioso também se conecta à memória esportiva e à identidade cultural da cidade.
O conjunto é completado pela Capela de São Sebastião, no Meio da Serra, construída em 1921.
Patrimônio que atravessa gerações
A preservação desses imóveis contribui para manter viva a memória das comunidades e ampliar as possibilidades de turismo cultural e religioso na Baixada Fluminense. O Caminho das Centenárias permite conhecer esse patrimônio de forma integrada, relacionando os templos à ocupação do território, às tradições católicas e à formação histórica de Magé.
Mais do que locais de oração, as construções representam parte da identidade do município e ajudam a contar a história de uma região cuja trajetória está ligada à religiosidade, à arquitetura e à permanência de tradições ao longo de mais de três séculos.






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