Evento reuniu profissionais, jovens, familiares e convidados no Fórum da Comarca de Mesquita para celebrar a trajetória do Núcleo de Atendimento de MedidasDivulgação
NAM de Mesquita: 10 anos de acolhimento e transformação social
Evento reuniu profissionais, jovens, familiares e convidados no Fórum da Comarca de Mesquita para celebrar a trajetória do Núcleo de Atendimento de Medidas
Mesquita - A celebração dos 10 anos do Núcleo de Atendimento de Medidas (NAM) da cidade aconteceu no Tribunal do Júri do Fórum da Comarca de Mesquita e reuniu profissionais da equipe técnica e administrativa, convidados, alunos das oficinas e mesquitenses. O encontro destacou a trajetória do equipamento, que atua no acompanhamento de jovens em situação de liberdade provisória e cumprimento de medidas cautelares, além do atendimento aos familiares.
Fruto de uma parceria entre o município de Mesquita e o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), o NAM foi idealizado pela juíza Cristiana Cordeiro e funciona no Fórum da cidade, localizado na Rua Paraná 1, no Centro. O espaço oferece cursos profissionalizantes gratuitos, como Barbearia, Panificação, Trancista, Cuidador de Idosos e Sublimação e Estamparia, além de atividades socioeducativas voltadas à cidadania, cultura e fortalecimento de vínculos.
“Essa é uma história construída a muitas mãos. Tudo o que conquistamos até aqui é fruto de um trabalho integrado e completamente empenhado, feito por muitos profissionais. O sentimento é de imensa gratidão a cada pessoa que atuou como peça fundamental nessa estruturação. Todos merecem nota máxima”, destaca Rosana Santiago, assistente social e coordenadora do NAM.
Novo auditório
Durante a cerimônia, também foi anunciado o novo nome do espaço onde a equipe costuma se reunir: Auditório Juíza Cristiana Cordeiro, em homenagem à idealizadora do projeto. Emocionada, ela relembrou momentos marcantes da trajetória do equipamento e o impacto social construído ao longo da última década.
“Eu penso no NAM como uma fumaça boa que se espalha por lugares indeterminados. Ao longo dessa década, alcançamos muitas pessoas. Eu lembro até hoje do dia da inauguração da Sala de Xadrez, quando um jovem chegou até mim e disse: ‘meu sonho era ser juiz ou diplomata, mas eu sou preto e periférico. Então, isso é impossível para mim’. Hoje, esse mesmo jovem cursa Direito. É isso que a gente espera transformar: esses sentimentos e perspectivas, por meio de um trabalho de pessoas para pessoas”, disse.
As oficinas oferecidas no NAM fazem parte do projeto “Esperançar”, que amplia as oportunidades de qualificação e inclusão social para jovens e moradores. Além da formação profissional, o equipamento também promove ações e passeios culturais, projetos de leitura, oficinas de xadrez e atividades voltadas ao desenvolvimento pessoal e social.
“O NAM não se limita à aplicação de medidas. Ele também pode contribuir para abrir perspectivas, fortalecer vínculos e favorecer a trajetória de reconstrução e desenvolvimento. Este encontro foi uma oportunidade para valorizar todos os profissionais que fizeram e fazem parte desta história”, disse a juíza de direito da 7ª Vara Criminal da Comarca de Nova Iguaçu/Mesquita e diretora do fórum, Dra. Angélica dos Santos.

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