França julga acusados de atentados que mataram 130 em Paris Pixbay

A polícia parisiense anunciou, nesta quinta-feira, 10, a proibição dos "comboios da liberdade", inspirados em um movimento iniciado no Canadá para protestar contra as medidas anticovid-19 e que pretendiam "bloquear a capital" a partir de sexta-feira (11).
"Será colocado um dispositivo específico (...) para impedir o bloqueio das ruas, para multar e para prender quem infringir essa proibição", acrescentou a chefia de polícia em um comunicado.
Milhares de pessoas contrárias ao passaporte de vacinação, que permite o acesso a bares e locais de entretenimento na França, anunciaram nas redes sociais sua intenção de se deslocarem para Paris. Ontem, vários comboios partiram de cidades do sul: Nice, Bayonne e Perpignan.
Seu objetivo é chegar a Paris na noite de sexta-feira, e alguns inclusive convocam à participação de um ato "europeu" em Bruxelas, na segunda-feira, 14 de fevereiro.
O movimento é inspirado nos caminhoneiros canadenses que há quase duas semanas bloqueiam o centro da capital, Ottawa, em protesto contra as medidas anticovid.
A dois meses das eleições presidenciais em França, o porta-voz do governo reconheceu na véspera a "exaustão" da população diante da crise da covid-19, mas garantiu que a França é um dos países que adotaram "menos medidas restritivas".
"Na França, como no mundo, movimentos políticos, muitas vezes radicais, têm procurado capitalizar esse cansaço", alertou Attal, cujo governo já enfrentou um forte movimento de protesto social em 2018 e 2019: os "coletes amarelos".