Agentes apreenderam cocaína com suspeitos de tráficoDivulgação

A polícia da Argentina segue investigando e  acredita que a substância que adulterou a cocaína que deixou ao menos 24 mortos na última semana na região metropolitana de Buenos Aires seja o carfentanil. O opioide, que geralmente é usado para anestesiar elefantes, foi detectado na perícia feita em amostras apreendidas nas comunidades da região. As informações são do G1.
O resultado da análise foi divulgado nesta quinta-feira, 10, pelo jornal Clarín, que teve acesso ao relatório da Procuradoria de Munro, na província de Buenos Aires, e do laboratório da Polícia Científica da capital.
"O resultado de dois estudos de especialistas independentes chegaram à conclusão de que a substância utilizada para aumentar o cloridrato de cocaína, encontrada em várias amostras apreendidas no contexto dessas ações, é o carfentanil, um opioide extremamente forte cujos efeitos são 10 mil vezes mais fortes, ou mais forte que a heroína ou o fentanil", diz o periódico.
As autoridades e especialistas ouvidos pela imprensa local tinham como principal hipótese para a contaminação o fentanil -também um opioide.

"Os resultados dos dois estudos periciais independentes [...] chegaram à conclusão de que a substância encontrada em diversas amostras é carfentanil, opioide extremamente forte, cujos efeitos são 10 mil vezes mais fortes, ou ainda mais, que a heroína ou o fentanil", disse a Procuradoria.
O carfentanil é tão perigoso que a DEA, a agência americana de combate às drogas, já publicou um comunicado orientando agentes a não manusearem drogas se desconfiarem que contêm essa substância. O manuseio inadequado do carfentanil tem consequências mortais, destaca a agência.

“A dose letal para carfentanil em humanos é desconhecida. No entanto, como observado, ele é aproximadamente 100 vezes mais potente que o fentanil, que pode ser fatal na faixa de 2 miligramas, dependendo da via de administração e de outros fatores”, detalha a DEA.