O porta-voz do Centcom, Tim Hawkins, confirmou os bombardeios contra a ilha iraniana de LarakAFP
"No início do dia, as forças americanas atacaram dois lançadores iranianos na ilha de Larak", onde "foi observado que membros da Guarda Revolucionária Islâmica se preparavam para lançar foguetes com minas navais", disse Tim Hawkins, porta-voz do Centcom, em um comunicado oficial.
Os ataques ocorrem após semanas em que as hostilidades haviam perdido intensidade. A administração Trump havia privilegiado a "guerra econômica" em vez dos bombardeios contra o Irã. No entanto, houve trocas esporádicas de tiros na região, sobretudo no estreito de Ormuz e em seus arredores.
"Na semana passada, o Centcom concluiu a remoção de minas das rotas de navegação internacionais do estreito", disse Hawkins. "As forças americanas monitoram de perto a região e continuam preparadas para proteger a livre circulação das trocas comerciais nessa via marítima essencial", acrescentou.
A guerra começou em 28 de fevereiro com ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que respondeu tendo como alvo, em particular, os países do Golfo aliados de Washington. Um cessar-fogo em abril pôs fim a cerca de 40 dias de intensos bombardeios, e em junho foi alcançado um protocolo de acordo destinado a encerrar definitivamente o conflito. No entanto o acordo foi desfeito em julho após a retomada das hostilidades. Desde então, as negociações estão em um impasse.
Washington também impôs novas sanções contra 60 pessoas, empresas e navios acusados de ajudar o Irã a gerar receitas petrolíferas, adquirir armas e realizar ações de guerra digital. Um dos países apontados por Washington, a China, importante parceiro econômico de Teerã, afirmou, no entanto, que defenderá "firmemente" seus interesses e sua cooperação com o Irã.
Embora o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, tenha reconhecido que seu país enfrenta "numerosas dificuldades econômicas", Teerã afirma que os Estados Unidos não obterão "nada" com as pressões econômicas e descarta qualquer retorno à situação anterior à guerra no estreito de Ormuz. Uma situação inaceitável para Washington e vários outros países da região, que reivindicam a reabertura da passagem.
Os ataques tiveram como alvo instalações técnicas e de manutenção, assim como aeronaves localizadas em duas bases na Jordânia, informou a Guarda em um comunicado citado pelos meios de comunicação estatais iranianos. Além disso, advertiu que "qualquer ato de hostilidade será enfrentado com retaliações ainda mais contundentes".

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