Ataques dos EUA contra petroleiros iranianos não deixaram vítimasDivulgação / Centcom
“Let the message to the IRGC be clear: If you shoot at two of our ships, we will impose an even higher economic cost —taking out three of yours. We will not hesitate to defend American forces, and if necessary, destroy Iran’s limited and exposed oil fleet.” — Adm. Brad Cooper,… pic.twitter.com/UGGcSGsUtd
— U.S. Central Command (@CENTCOM) September 5, 2026
“Qualquer agressão contra os interesses e a segurança do Irã receberá uma resposta mais rápida, mais intensa e mais dolorosa”, acrescentou.
Após mais de um mês de relativa calma, as hostilidades foram retomadas em 30 de agosto, quando as Forças Armadas dos Estados Unidos bombardearam infraestruturas iranianas no estratégico Estreito de Ormuz.
No início deste domingo, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou ter atacado “um veículo militar americano de superfície não tripulado que tentava entrar na zona protegida” de Ormuz, segundo comunicado citado pela televisão estatal.
Pouco antes, a corporação havia informado ter atingido “três petroleiros que realizavam travessias não autorizadas no Estreito de Ormuz e três embarcações americanas em outras áreas”, além de alertar outros navios para evitarem rotas não aprovadas por Teerã.
Neste sábado (5), o comando militar dos Estados Unidos informou que atacou três petroleiros iranianos. Uma das embarcações estava próxima à ilha de Khark, onde fica o principal terminal petrolífero do Irã no Golfo; outra estava ao sul, perto do Estreito de Ormuz; e a terceira, no Golfo de Omã, detalhou o exército americano.
Segundo correspondentes da televisão estatal iraniana, os bombardeios dos Estados Unidos não deixaram vítimas, e as tripulações das instalações atingidas haviam sido evacuadas para terra firme.
Ameaças
“Se atacarem dois de nossos navios, imporão a si mesmos um preço ainda maior; atacaremos três dos deles”, declarou Brad Cooper, titular do Comando Central dos Estados Unidos para o Oriente Médio (Centcom).
A Guarda Revolucionária confirmou o ataque americano contra “três petroleiros pertencentes à República Islâmica” e classificou a ação como “um ato de desespero diante do fechamento” dessa rota estratégica para o comércio de hidrocarbonetos.
O Irã mantém um rígido bloqueio do Estreito de Ormuz, enquanto os Estados Unidos impuseram um bloqueio aos portos iranianos, sem que qualquer dos lados pareça disposto a recuar.
À medida que se aproximam as eleições de meio de mandato de novembro, o presidente Donald Trump busca minimizar a importância do conflito e afirma que prefere concentrar-se agora em uma “guerra econômica” contra o Irã, país submetido a sanções americanas há décadas.
O republicano afirmou nesta sexta-feira (4) que seu país realiza apenas “bombardeios pontuais” contra o Irã e que não se trata de uma guerra, mas de “um conflito militar porque, para nós, é de pouca relevância”.
Mortos no Líbano
No Líbano, ataques israelenses realizados neste domingo deixaram quatro mortos, entre eles duas mulheres, e 20 feridos no sul do país, segundo o Ministério da Saúde.
O exército israelense indicou ter respondido ao lançamento de dois drones pelo movimento islamista Hezbollah contra seus soldados. O grupo xiita não reivindica nenhum ataque desde junho.
No Iêmen, novos confrontos entre as forças governamentais e os rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, deixaram quase 200 mortos desde a última quinta-feira (3).

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