Trump afirmou que estoques americanos de munições 'não estão baixos'AFP
"Covardes e traidores adorariam dizer que os Estados Unidos estão com poucas munições. Não é verdade. Temos mais munições do que poderíamos pensar em usar e estamos aumentando a produção agora em níveis que nunca vimos antes", escreveu Trump em publicação na Truth Social.
As declarações ocorrem após relatório divulgado no último dia 15 por um órgão de fiscalização do governo americano, que reconheceu a redução de estoques de armamentos avançados das Forças Armadas em meio à guerra com o Irã.
Elaborado pelo inspetor-geral do Pentágono, o documento também traz um panorama público dos danos sofridos por aeronaves, bases e postos diplomáticos dos EUA no Oriente Médio e reúne informações dos Departamentos de Defesa e de Estado e da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).
Rubio diz que Trump está aberto a encontro com Pezeshkian
Sobre o Oriente Médio, Rubio afirmou que os EUA mantêm um acordo de segurança com a Arábia Saudita e pretendem preservá-lo. Segundo ele, Washington apoiará Riad contra os Houthis "se for preciso". O secretário também atribuiu a recente alta do petróleo às tensões envolvendo ataques a refinarias na guerra entre Rússia e Ucrânia e à ofensiva dos Houthis no Iêmen, não à guerra com o Irã.
Rubio ainda classificou como "ótima ideia" um cessar-fogo energético entre Moscou e Kiev e disse que, no momento, seria desejável que os dois lados deixassem de atacar refinarias. Ele acrescentou que os EUA precisam tratar da questão de navios ligados ao país que teriam sido alvejados pela Ucrânia. Qualquer decisão final sobre Ucrânia ou Oriente Médio, frisou, caberá a Trump.
Em relação à inteligência artificial (IA), Rubio afirmou que o governo analisa formas de reduzir riscos sem perder os benefícios da tecnologia. "A IA avança muito rápido", disse, o que dificulta a criação de salvaguardas. Ele acrescentou não saber se um plano para a tecnologia estará pronto até quinta-feira, data do encontro de Trump com o presidente da China, Xi Jinping.
O secretário também chamou de "fantástico" o acordo com a Groenlândia, que deve ser assinado nesta terça-feira às margens da Assembleia Geral das Nações Unidas, dizendo que ele permite aos EUA construir "quantas bases militares quisermos". Sobre a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), afirmou que Washington segue "bastante desapontado" com a atuação da aliança nas operações americanas no Oriente Médio, embora tenha observado maior cooperação entre os países-membros.
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