Sangue de pacientes curados pode ajudar nos casos graves de coronavírus

Tratamento com a transfusão de plasma sanguíneo de pessoas recuperadas já está sendo usado em diversos países

Por O Dia

Protocolo brasileiro é baseado no da Universidade Johns Hopkins, que fará os estudos com plasma nos EUA
Protocolo brasileiro é baseado no da Universidade Johns Hopkins, que fará os estudos com plasma nos EUA -
Estudos realizados fora do país indicaram que usar o sangue de pacientes curados da covid-19 pode ajudar no tratamento de casos graves da doença, os pacientes na fase aguda. 
O tratamento que consiste na transfusão do plasma sanguíneo de pessoas que já estão recuperadas do coronavírus para pacientes graves, já está em fase de teste em diversos países, como China, Estados Unidos, Reino Unido e França. 
O especialista em doenças infecciosas da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, Maryland, Aturo Casadevall, em entrevista ao jornal britânico The Guardian,está envolvido nos testes com plasma sanguíneo nos EUA e informou que as infusões de anticorpos podem ser mais eficazes se forem administradas cedo para eliminar o vírus antes que cause danos graves. De acordo com ele, existe a possibilidade de uma infusão de plasma convalescente proteger as pessoas por várias semanas. Mas isso ainda precisa ser comprovado em pesquisas clínicas.
O plasma é a parte incolor e líquida do sangue, composta de água, proteínas e anticorpos criados no contato diversos vírus. Seu uso não é novo na história da medicina. A estratégia já foi usada durante a pandemia de gripe espanhola, em 1918 e de Ebola.

Com o tratamento, a ideia é que o corpo combata a infecção por coronavírus por meio da formação de anticorpos. Os pacientes já curados carregam as células de defesa, chamadas "anticorpos neutralizantes", no corpo e acredita-se que inseri-las no organismo de pessoas que estão com dificuldade para desenvolver próprios anticorpos ajuda a inibir a ação do vírus e acelera sua recuperação.


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