Niterói: Raphael Costa oficiou o governador Cláudio Castro solicitando a publicação de um decreto que reconheça Niterói como Capital Honorária do Estado Divulgação

Niterói - Em alusão aos 50 anos da fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, celebrados em 2025, o vereador Raphael Costa, 2º vice-presidente da Câmara Municipal, oficiou o governador Cláudio Castro solicitando a publicação de um decreto que reconheça Niterói como Capital Honorária do Estado do Rio de Janeiro. A proposta busca resgatar a importância histórica da cidade, que foi sede do governo estadual por 132 anos, entre 1834 e 1894 e novamente entre 1903 e 1975, até perder esse status com a transferência da capital para o Rio de Janeiro, sem qualquer compensação. O pedido agora aguarda análise do governador Cláudio Castro. Caso seja acatado, Niterói poderá ser oficialmente reconhecida como Capital Honorária do Estado do Rio de Janeiro, fortalecendo seu legado e garantindo mais visibilidade para sua história e cultura.
“A cidade guarda um patrimônio riquíssimo que precisa ser preservado. Queremos que esse comitê viabilize o resgate e a reutilização desses espaços, que são parte da identidade de Niterói e do próprio Estado do Rio de Janeiro”, explicou Raphael Costa.
INSPIRAÇÃO NO RIO DE JANEIRO

A iniciativa foi inspirada no pedido feito pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, ao governo federal, para que a cidade do Rio fosse reconhecida como Capital Honorária do Brasil. Assim como a capital fluminense, Niterói também desempenhou um papel central na administração pública por mais de um século e sofreu perdas significativas com a mudança da sede do governo estadual.

O título de Capital Honorária teria caráter meramente simbólico, sem gerar custos ou encargos ao poder público, e serviria como um reconhecimento do papel de Niterói na história do estado. “Niterói foi o centro administrativo e político do Rio de Janeiro por mais de um século. Com a fusão dos estados, a cidade perdeu todos os órgãos estaduais, o que gerou impactos econômicos e institucionais. Esse reconhecimento é uma forma de reparar essa injustiça histórica”, afirma Raphael.

Além do título honorífico, o parlamentar também propôs a criação de um Comitê Bipartite, formado por representantes dos governos estadual e municipal, para estudar e viabilizar o restauro e a reativação do patrimônio histórico remanescente do período em que Niterói foi capital. Raphael Costa destaca que muitos edifícios e espaços públicos dessa época encontram-se abandonados, apesar de sua relevância cultural e arquitetônica.