Benny Briolly: vereadora de Niterói mobiliza votação histórica e celebra aprovação de cotas para pessoas trans na UFRJDivulgação
A nova política reserva 2% das vagas de cada curso para pessoas trans, travestis e não-binárias. Em cursos de menor oferta, será garantida ao menos uma vaga, mesmo que isso ultrapasse o percentual previsto — uma medida que reforça o compromisso da universidade com a inclusão real e efetiva dessa população.
A aprovação é resultado direto da articulação entre os movimentos sociais Rede Trans UFRJ e Coletivo Rua, com apoio e mobilização da vereadora e ativista Benny Briolly, que vem atuando de forma contínua pela ampliação das políticas afirmativas voltadas à população trans.
“A gente pensou como uma das principais políticas de inserção na sociedade, seria a partir do ingresso no mercado de trabalho. E para isso o ingresso na faculdade é fundamental. Tivemos essa conquista na UFF, que foi uma das primeiras do Brasil a aprovar a cota para pessoas trans, e com este sucesso, expandimos essa articulação para a UFRJ, onde o movimento trans tomou o protagonismo. E estamos dando todo o apoio, participando de algumas reuniões e confiantes da aprovação”, afirmou Benny antes da votação.
Com a aprovação, a UFRJ se soma à Universidade Federal Fluminense (UFF) — que, ainda no início do mandato de Benny, implementou 2% das vagas da graduação e uma vaga extra por curso de pós-graduação para pessoas trans. Agora, com a medida confirmada na maior universidade federal do país, o Rio de Janeiro se consolida como referência nacional em políticas afirmativas para a população trans.
Contexto e relevância
No campo educacional, os números também revelam exclusão: cerca de 82% das pessoas trans e travestis abandonam o ensino médio entre os 14 e 18 anos, e a presença dessa população nas universidades federais representa menos de 0,5% das matrículas — com estimativas de apenas 0,02% em determinados levantamentos.
A conquista das cotas na UFRJ simboliza, portanto, um marco histórico na luta contra a exclusão educacional e na busca por equidade e representatividade dentro do ensino superior público.
Avanço político e articulação municipal
A vereadora reforça que o objetivo é atuar de forma transversal — desde a base até o ensino superior — enfrentando o ciclo de evasão e exclusão que historicamente afasta pessoas trans das oportunidades acadêmicas e profissionais.
Impactos esperados
•Fortalecimento da permanência e da representatividade trans dentro da universidade.
•Expansão de oportunidades no mercado de trabalho qualificado, rompendo o ciclo da informalidade.
•Estímulo a outras instituições públicas a adotarem políticas afirmativas semelhantes.
•Consolidação do Rio de Janeiro como polo nacional de avanços em políticas inclusivas.
Vitória coletiva
“Essa conquista não é só de uma universidade, mas de toda uma geração que sonha em ocupar espaços, estudar e viver com dignidade. É um passo gigantesco para o Brasil e um símbolo do que podemos construir quando unimos força, afeto e compromisso social”, declarou Benny Briolly após a aprovação.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.