Niterói: Benny Briolly teve seu gabinete invadido por funcionário da vereadora Fernanda LoubachDivulgação
Mesmo diante das ofensas e do tumulto, Benny conseguiu retirar o agressor de seu gabinete, mas afirmou estar indignada e profundamente abalada com o ocorrido. Segundo ela, Thiago exigia um parecer sobre um projeto da vereadora Fernanda, embora o procedimento correto fosse solicitar formalmente à Mesa Diretora ou levar o tema à reunião de líderes — e nunca invadir o gabinete de outra parlamentar, especialmente uma mulher, gritando e a intimidando.
O caso, considerado inédito na história da Câmara de Niterói, foi classificado por Benny como um exemplo claro de violência política de gênero e de ataques misóginos contra mulheres, especialmente mulheres negras e trans.
“Hoje aconteceu um episódio lamentável, mas que também mostra muito o que é o fascismo, o bolsonarismo, esses homens escrotos e misóginos que acham que podem agredir e violar nossos corpos. O assessor, chefe de gabinete da vereadora Fernanda Louback, invadiu meu gabinete me ofendendo. De forma nenhuma isso poderia acontecer. Nunca houve isso na história da Câmara de Niterói: um chefe de gabinete entrar no gabinete de qualquer outro parlamentar dessa forma, filmando, agredindo, dando ordens… Não vou ser eu, mulher negra, travesti, transexual, oriunda de favela, que vou tolerar uma anormalidade como essa. Estou tomando todas as medidas necessárias e isso não vai ficar assim. Eles precisam aprender que eu não abaixo a cabeça. O meu lugar eu conquistei porque o meu povo me colocou aqui”, declarou a vereadora.
Primeira parlamentar trans eleita e reeleita no Rio de Janeiro, Benny já iniciou os procedimentos legais e institucionais cabíveis e reforça que seguirá atuando pela proteção, dignidade e segurança de mulheres, pessoas LGBTQIAPN+ e de todos os que enfrentam violência política.
Encerrando, a nota diz que o Gabinete da Vereadora Fernanda Louback não aceitará que servidores públicos sejam expostos, rotulados e julgados publicamente por narrativas fabricadas. Todas as medidas cabíveis estão sendo avaliadas nas esferas cível, administrativa e criminal, inclusive quanto ao uso indevido de imagem, ataques à honra e divulgação de acusações sabidamente inverídicas. "A verdade é objetiva e simples: não houve invasão, não houve agressão, não houve intimidação. Houve um episódio funcional, posteriormente distorcido para produzir escândalo, vitimização política e constrangimento público indevido", conclui a nota.

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