Niterói: palestra teve o tema conduzido pelos especialistas Clarisse Motta e Flávio EvangelhoDivulgação
Durante o evento, especialistas apresentaram um panorama sobre os impactos globais da Inteligência Artificial, ressaltando que, apesar do temor em torno da substituição de postos de trabalho, o saldo tende a ser positivo. Estudos recentes apontam que cerca de 92 milhões de empregos devem ser extintos, enquanto 170 milhões de novas vagas serão criadas, gerando um saldo positivo de aproximadamente 78 milhões de empregos. No entanto, o grande desafio está na adaptação da força de trabalho, já que cerca de 50% dos profissionais precisarão passar por processos urgentes de recapacitação.
“A Inteligência Artificial não é um cargo e jamais substituirá o senso crítico. Aceitar a automação em 100% é assumir uma grande possibilidade de erros na implementação. É fundamental dar os comandos corretos, treinar, corrigir e acompanhar a IA continuamente para que os resultados sejam positivos”, afirmou Flávio.
Já para Clarisse, mentora de cursos de Inteligência Artificial e gerenciamento de tráfego pago, reforçou a importância da capacitação constante para acompanhar as transformações do mercado. “É preciso experimentar a IA em todos os sentidos, mas com preparo. O empresário deve entender se aquela solução pode gerar gargalos que impactam diretamente as vendas ou prejudica a experiência do cliente final. O sucesso está em criar fluxos de trabalho mais eficientes e avaliar de forma crítica as entregas da Inteligência Artificial”, destacou.
Além de discutir tecnologia, o Café Empresarial também trouxe reflexões sobre o papel das entidades de classe no apoio aos empresários diante desse novo cenário e encerrou o encontro com uma rodada de networking.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.