Niterói: evento teve como tema "Kai?ulu", palavra havaiana que significa "comunidade", que reforça a ideia de conservaçãoDivulgação
Aruanã mostra pesquisas desenvolvidas na Baía de Guanabara
Projeto levou experiências ao principal encontro mundial sobre tartarugas marinhas
Niterói - Entre os dias 28 de fevereiro e 6 de março de 2026, o Projeto Aruanã, que conta com o patrocínio da Petrobras e do Governo Federal por meio do Programa Petrobras Socioambiental, participou do 44th International Sea Turtle Society Symposium (ISTS), realizado em Kailua-Kona, no Havaí, Estados Unidos. Numa das mais importantes agendas internacionais voltadas à pesquisa e à conservação de tartarugas marinhas, o Projeto Aruanã foi representado pela Coordenadora Geral, Dra. Suzana Guimarães, e pela Coordenadora de Campo, MSc. Larissa Nunes.
Reconhecido como o principal encontro mundial da área, o Simpósio Internacional de Tartarugas Marinhas reúne uma vez por ano pesquisadores, organizações da sociedade civil, gestores públicos e representantes de comunidades de diferentes partes do planeta para apresentar estudos, compartilhar experiências e discutir caminhos para a proteção desses animais.
A força da comunidade no evento de 2026
Em 2026, o evento teve como tema “Kaiulu”, palavra havaiana que significa “comunidade”, reforçando a ideia de que a conservação depende de articulação, cooperação e construção coletiva.
A edição também teve caráter histórico por ser a primeira realizada no Havaí, território profundamente conectado ao oceano e à presença cultural das tartarugas marinhas, conhecidas localmente como “honu”. Ao longo de uma semana, a programação reuniu workshops técnicos, reuniões regionais, sessões científicas, apresentações orais, divulgação de tecnologias, palestras e atividades de networking, consolidando o evento como um espaço estratégico para o avanço da ciência e para a formulação de respostas globais aos desafios da conservação.
Para o Projeto Aruanã, participar de mais um simpósio, com a apresentação de três trabalhos científicos desenvolvidos ao longo do último ano, reforça a dedicação e os resultados que o projeto está construindo no Brasil ao longo de seus 14 anos de atuação com ações de monitoramento, captura científica, marcação, avaliação de saúde, produção de dados para pesquisa e políticas públicas, além de educação ambiental e ciência cidadã. “Foi muito especial apresentar estudos que fizeram parte da nossa rotina de pesquisa no último ano. Abordamos epibiontes em tartarugas marinhas, em parceria com a UNIRIO, o uso de habitat por meio de isótopos estáveis e a presença de microplásticos na alimentação de tartarugas-verdes”.
Sobre o Projeto Aruanã
O Projeto Aruanã dedica-se à conservação das tartarugas marinhas da Baía de Guanabara e regiões costeiras adjacentes. Por meio da realização de pesquisas científicas e ações de sensibilização social, o projeto promove a participação da sociedade civil na proteção dos ambientes marinhos costeiros. Desde sua origem, busca atuar de forma colaborativa, em parceria com pescadores e diversas instituições para a promoção de ações decisivas no fomento de políticas públicas. Em 2022, o Projeto Aruanã passou a contar com patrocínio da Petrobras e do Governo Federal.

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