Niterói: alunos da UFF visitam ecofábrica, onde entenderam sobre a cadeia produtiva que envolve a produção do sabãoDivulgação
Durante a ação #OmiNaRua, estudantes, professores e funcionários que circulavam pela universidade Estácio foram abordados pela equipe, que apresentou o funcionamento do projeto, orientou sobre os impactos ambientais do descarte inadequado de óleo de cozinha e incentivou práticas mais sustentáveis no cotidiano. Ao todo, foram coletados 10 litros de óleo usado, que são capazes de evitar a poluição de cerca de 250 mil litros de água e que serão reinseridos no ciclo produtivo da ecofábrica. A atividade também incluiu momentos de troca direta com o público, com explicações sobre o processo de transformação do resíduo em produtos de limpeza ecológicos, como o sabão biorremediador Omì.
Desenvolvido a partir da reutilização do óleo de cozinha, o produto incorpora microrganismos capazes de auxiliar no tratamento de efluentes, contribuindo para a redução da poluição hídrica e reforçando o papel da educação ambiental como eixo central da iniciativa. Mais do que a coleta em si, o projeto aposta no diálogo com a população como ferramenta de transformação, aproximando o conhecimento científico da realidade cotidiana e estimulando mudanças de comportamento.
O dia foi finalizado com a visita dos alunos da UFF à ecofábrica na comunidade, em que puderam entender sobre toda a cadeia produtiva que envolve a produção do sabão, bem como os princípios de economia circular que o projeto desenvolve. É importante destacar que o projeto conta com diversos pontos de coleta de óleo espalhados pela cidade, facilitando o descarte correto para a população, sendo que um desses pontos de arrecadação está localizado nos campis da própria UFF, permitindo que a comunidade acadêmica participe ativamente dessa rede de sustentabilidade.
Com origem na Mangueira, onde já desenvolve um trabalho contínuo de reciclagem de óleo e produção de bioprodutos por meio de mão de obra feminina local, o projeto agora avança para além do território, levando sua tecnologia social para diferentes pontos da cidade. A proposta é que as ações aconteçam de forma itinerante, ocupando espaços públicos e institucionais, ampliando o alcance da iniciativa.
Os resultados acumulados na ecofábrica ajudam a dimensionar o impacto dessa tecnologia social. Já foram coletados mais de 6.600 litros de óleo de cozinha usado, evitando a poluição de mais de 164 milhões de litros de água, o equivalente a poupar o consumo diário de uma cidade de 1 milhão de habitantes, como São Gonçalo.
A partir desse processo, foram produzidos cerca de 7.000 quilos de sabão ecológico, volume capaz de tratar mais de 6,5 milhões de litros de esgoto. Além disso, o projeto já produziu 103 mil litros de microrganismos, com potencial para tratar aproximadamente 320 milhões de litros de efluentes, o suficiente para encher mais de 120 piscinas olímpicas de água tratada, e cerca de 1.600 litros de produtos líquidos, como detergentes e lava-roupas.
Para Gabriel Pizoeiro, diretor do Instituto Singular Ideias Inovadoras, levar a iniciativa para novos espaços é um passo estratégico para ampliar o impacto: “Quando a gente leva o Omìayê para espaços como universidades, a gente amplia o alcance da educação ambiental e conecta diferentes públicos com uma solução concreta. A Mangueira é o coração do projeto, é onde a tecnologia acontece e gera impacto real todos os dias. Levar isso para outros territórios é uma forma de mostrar que essa transformação pode ser replicada e incorporada no cotidiano da cidade.”
Com calendário contínuo e formato flexível, o #OmiNaRua segue como uma estratégia de expansão do projeto, articulando educação, mobilização e impacto ambiental direto. Ao transformar resíduos em solução e devolver esse resultado para a população, a iniciativa reforça que a sustentabilidade pode ser construída a partir da conexão entre território, conhecimento e participação coletiva.
Sobre o Instituto Singular Ideias Inovadoras (ISII)
Sobre o Projeto Omìayê

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