Niterói: iniciativa contempla alunos de diferentes universidades, faculdades e cursos e conta com mais de 50 estudantes estrangeiros entre os beneficiáriosLuciana Carneiro/Ascom
Niterói amplia Aluguel Universitário, e programa pode chegar a mais de 2 mil beneficiários
Com 485 novos ingressantes do terceiro edital, iniciativa chega a 1.670 estudantes em agosto; outros 366 aprovados podem começar a receber em setembro
Niterói – A Prefeitura realizou, nesta segunda-feira (10), o ato simbólico de pagamento do terceiro edital do Aluguel Universitário, no Teatro Popular Oscar Niemeyer. A iniciativa busca garantir condições para o ingresso e a permanência dos jovens no ensino superior. Neste mês de agosto, o programa chega a 1.670 beneficiários, com a entrada de 485 novos estudantes do terceiro edital. Outros 366 universitários já aprovados poderão começar a receber o auxílio em setembro, elevando o total para 2.036 beneficiários. O pagamento deste mês soma R$ 1,19 milhão.
O programa oferece auxílio mensal de R$ 700 para ajudar no custeio da moradia de estudantes, contribuindo para que os universitários permaneçam na graduação e possam viver mais perto das instituições de ensino. A iniciativa também integra as ações de revitalização do Centro de Niterói, estimulando a ocupação da região por novos moradores.
O prefeito Rodrigo Neves destacou o papel da política em uma cidade que recebe universitários de diferentes municípios, estados e países. Durante o evento, ele ressaltou que cerca de 90% dos estudantes presentes eram de fora de Niterói. Na apresentação para os alunos, o prefeito explicou que eles estavam estudando em uma cidade na qual a gestão trabalha com planejamento. Como exemplo, citou o Niterói Que Queremos, que planejou a cidade até 2050, com intensa participação da Universidade Federal Fluminense (UFF), por meio de 180 projetos em diferentes áreas, como saúde, educação, mobilidade e meio ambiente.
“Vocês estão em uma cidade que acredita na juventude como futuro e cuja gestão municipal apoia e realiza parcerias com a universidade. Cerca de 90% dos estudantes que estão aqui são de fora de Niterói, de outras cidades do estado e até de outros países. Isso mostra a importância de uma política como o Aluguel Universitário. Niterói é uma cidade que acolhe e que acredita na educação, na cultura e nas oportunidades para os jovens como instrumentos de transformação”, afirmou Rodrigo Neves.
A iniciativa contempla alunos de diferentes universidades, faculdades e cursos e conta com mais de 50 estudantes estrangeiros entre os beneficiários, ampliando o apoio também a quem chega à cidade sem uma rede de suporte estruturada.
O reitor da UFF destacou que o programa também reforça uma característica da cidade e da própria universidade: a convivência com estudantes de diferentes origens, trajetórias e nacionalidades. Para ele, a diversidade deve ser entendida como parte da construção de uma sociedade mais inclusiva.
“Não temos apenas que tolerar a diversidade, temos que celebrá-la. É essa diversidade que caracteriza o Brasil, Niterói e também a universidade e que, certamente, nos ajuda a construir um país cada vez melhor. Parabéns à Prefeitura de Niterói por uma iniciativa que aponta esse caminho”, afirmou o reitor Antonio Claudio da Nóbrega.
O coordenador da Juventude de Niterói, João Pedro Boechat, ressaltou que a Coordenadoria identificou cinco jovens que viviam em situação de rua e que, hoje, têm uma casa, um lugar para viver e condições de continuar estudando.
“Cada estudante traz uma história e um sonho que não é só dele, mas de toda a família. São jovens que querem se tornar médicos, professores, advogados, jornalistas, cientistas e que precisam concluir seus cursos com tranquilidade, sem passar uma, duas ou três horas no trânsito e com a segurança de ter onde morar. Ao mesmo tempo, o programa contribui para o processo de revitalização do Centro”, afirmou Boechat.
Para quem veio de longe, o auxílio também significa a possibilidade de se estabelecer em Niterói e seguir a formação acadêmica. Um dos beneficiários é um estudante de Moçambique, que mora no Centro e estuda cinema e artesanato. O recurso, segundo ele, ajuda nas despesas cotidianas e na compra dos materiais utilizados nos estudos.
“Esse incentivo me ajuda a pagar outras despesas e também a comprar o material de que preciso para estudar. Acho essa iniciativa muito boa porque tem muita gente que vem de fora e realmente precisa desse apoio. Eu cheguei aqui e não sabia praticamente nada, estava completamente perdido. Para quem vem de fora, esse apoio faz muita diferença”, contou o estudante Akin Suca, de 20 anos.
A secretária municipal de Habitação, Marcelle Sardinha, ressaltou a importância das políticas de permanência estudantil para jovens que precisam superar dificuldades financeiras e familiares até a conclusão da graduação.
“Esse é um programa que foi construído a partir de muito diálogo e participação popular, que é uma marca importante da gestão. A gente acredita que as políticas públicas precisam ser feitas ouvindo quem está na ponta, entendendo as necessidades reais dos estudantes e construindo soluções em conjunto com os parceiros. O Aluguel Universitário nasce justamente desse processo coletivo, com o objetivo de garantir mais condições para que esses jovens permaneçam na universidade e consigam concluir seus estudos”, destacou Marcelle.

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