Niterói: cena é chance rara para fotografias, mas aproximação oferece riscos tanto para as pessoas quanto para o animalReprodução/Internet
Elefante-marinho surpreende banhistas e movimenta manhã em Icaraí
Animal gerou curiosidade em quem passava pela Praia de Icaraí e foi confundido pelas pessoas com outro da mesma família, o leão-marinho
Quem passou pela Praia de Icaraí na manhã deste domingo (4) se deparou com uma cena pouco comum no litoral de Niterói. Enquanto moradores seguiam para votar no primeiro turno das Eleições 2026, um elefante-marinho surgiu na faixa de areia e rapidamente virou atração entre quem caminhava pela orla.
Vídeos e fotos se espalharam pelas redes sociais, acompanhados de dúvidas sobre a espécie. Embora algumas postagens tenham apontado para um leão-marinho, as características do animal correspondem ao elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina).
Para garantir segurança, o Corpo de Bombeiros instalou bandeiras roxas ao longo da praia, alertando sobre a presença de fauna marinha e reforçando a necessidade de manter distância.
A aparição despertou grande interesse, mas especialistas reforçam que o animal não deve ser tocado, cercado ou empurrado de volta ao mar. Elefantes-marinhos costumam descansar fora da água durante longos deslocamentos, e isso não significa que estejam feridos ou encalhados.
A recomendação é simples: espaço, silêncio e distância. A aproximação de pessoas ou animais domésticos pode causar estresse e provocar reações defensivas.
Elefante-marinho x leão-marinho: diferenças
Apesar de pertencerem ao mesmo grupo de mamíferos marinhos, os pinípedes, elefantes-marinhos e leões-marinhos têm características distintas. Entre as mais visíveis, as orelhas dos leões-marinhos têm pequenos pavilhões auditivos externos; elefantes-marinhos não — exibem apenas aberturas. No corpo, elefantes-marinhos são mais robustos e volumosos. No nariz, machos adultos desenvolvem uma estrutura nasal alongada, que lembra uma pequena tromba. Na locomoção, leões-marinhos apoiam as nadadeiras traseiras sob o corpo, enquanto os elefantes-marinhos avançam arrastando o tronco.
O elefante-marinho-do-sul é a maior foca do mundo, com ocorrência natural em regiões subantárticas. Embora mais comuns no Sul do Brasil, alguns indivíduos percorrem longas distâncias e eventualmente aparecem no Sudeste.
Avistamentos recentes no estado
A visita deste domingo não foi um caso isolado. Em 2025, outro elefante-marinho percorreu diferentes pontos do litoral de Niterói, passando por Maricá, Piratininga, Charitas, São Francisco e Icaraí. Na época, áreas precisaram ser isoladas para evitar aproximação excessiva. Dois dias antes do registro em Icaraí, um animal da mesma espécie apareceu na Praia de São Conrado, na Zona Sul do Rio, também atraindo curiosos. Houve relatos no Recreio e na Joatinga. Ainda não há confirmação de que se trate do mesmo indivíduo.
Como agir ao encontrar um animal marinho na praia
Mantenha distância; Não toque, não alimente e não jogue água; Não tente conduzir o animal ao mar; Afaste crianças e pets; Evite cercar para fotografar; Siga as orientações dos agentes públicos. Em Niterói, avistamentos podem ser comunicados ao CISP pelo telefone 153, para que equipes especializadas avaliem a situação.
A presença do elefante-marinho transformou a manhã de Icaraí em um momento raro e educativo, lembrando que, apesar da confusão inicial nas redes, elefantes-marinhos e leões-marinhos são espécies distintas — e ambas devem ser observadas à distância.

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