Clima de decisão domina as ruas em domingo sem jogo

Mais um dia de sol atrai cariocas e turistas para a orla, colorida de camisas de várias seleções

Por bianca.lobianco

Rio - Foi um domingo sem jogos no telão do Fifa Fan Fest, em Copacabana. Mas o espírito entre os possíveis rivais da seleção brasileira na disputa pelo título continuou sendo de decisão. Em meio a uma rodinha de samba formada por músicos cariocas uniformizados com a roupa do Brasil, estavam alemães e argentinos. “Nos vemos na final!”, sugeriu o engenheiro mecânico alemão Andre Carl. “Não! Nós queremos o Brasil”, retrucou o médico argentino Alejandro Conejo.

Os alemães apostam no conjunto para passar a seleção canarinho, enfraquecida pela ausência de Neymar, seu principal craque. Os argentinos discordam. Eles não só acreditam, mas também torcem por uma vitória brasileira, para que ocorra a inédita decisão de Copa disputada entre os tradicionais rivais.

No meio de uma roda de samba formada por músicos cariocas vestidos de verde e amarelo%2C alemães e argentinos acreditam que seus times vão disputar a final Fernando Souza / Agência O Dia

“Espero que seja um segundo ‘Maracanazo’. Estou muito emocionado. Nunca vi a Argentina chegar tão longe numa Copa”, disse o estudante de arquitetura Facundo Tacuabe, que tinha 2 anos quando a Argentina de Maradona perdeu a final do Mundial de 1990 para os alemães.

Até os torcedores que estão fora da disputa ainda vivem o clima de Copa. Foi o caso dos suíços Davide Merola, Steev Gerotto, Stefano Gualano e Mario Sulmoni, que ficarão no Brasil até a final.

As norte-americanas Paulette Burgos, Priscilla Hernandez e Ruby Flores só chegaram anteontem ao Rio, a tempo de ver os jogos das quartas-de-final no telão do Fifa Fan Fest. O curioso é que elas não torciam pelos Estados Unidos, eliminados nas oitavas. “Viemos para torcer pelo México, por causa das nossas raízes”, explicou Paulette, com as unhas pintadas com as cores do país latino.

E teve até brasileiro revelando torcida pelos alemães. Tudo por causa do uniforme. “Acima de tudo rubro-negro”, revelou Ricardo Grenha. Mas quase nada chamou mais atenção do que um fusca conversível nas cores do Brasil, com um sósia do Neymar abraçado a um retrato imenso do craque. Talvez apenas a manifestação do grupo Bastardxs, contra o turismo sexual.

Uma das ativistas ficou deitada no chão, de topless, simulando ser um ‘banquete’. Ao lado dela, foi colocado um cartaz com preços de programas sexuais com mulheres e crianças no Rio.

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