Orides FontelaDivulgação/Reprodução Rede Social
Paraty - A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) realiza, entre os dias 23 e 26 de julho, mais uma edição do Programa Educativo, com 43 atividades gratuitas distribuídas pela Praça da Matriz, Cinema da Praça e outros espaços da cidade. A programação contempla encontros literários, oficinas, apresentações artísticas, sessões de cinema e ações de formação, destinadas a crianças, jovens, famílias e profissionais da educação. A homenageada da edição 2026 é a poeta Orides Fontela.
As atividades estão organizadas em três eixos: a Flipinha, voltada ao público infantil e às famílias; a FlipZona, dedicada às juventudes; e a FlipEduca, direcionada a professores, bibliotecários, mediadores de leitura e demais profissionais da área educacional.
Entre os convidados desta edição estão escritores, ilustradores, pesquisadores e artistas brasileiros e internacionais, como Éric Chacour, Vitor Martins, Edmilson de Almeida Pereira, Gabriela Romeu, Madu Costa, Eva Potiguara, Alessandra Roscoe, Caco Galhardo, Guto Lins e Bethânia Pires Amaro.
Segundo o gestor curatorial e de conteúdo do Educativo Flip, Luis Filipe Pôrto, a proposta é ampliar a experiência da literatura para além das páginas dos livros, valorizando a tradição oral, as histórias compartilhadas e a diversidade de manifestações culturais.
Na Flipinha, crianças e famílias poderão participar de contações de histórias, oficinas, espetáculos, apresentações musicais e encontros com autores. A abertura contará com um cortejo do Grupo Estrela do Oriente, patrimônio da cultura caiçara de Paraty, além da 20ª edição da Regata INP Flipinha.
A FlipZona reunirá atividades desenvolvidas com a participação de cerca de 400 estudantes de escolas públicas de Paraty e região. A programação abordará temas como identidade, pertencimento, memória e criação literária, incluindo oficinas, uma sessão especial do filme Quinze Dias, adaptação da obra de Vitor Martins, e uma mostra de curtas produzidos pelo programa Jovem Repórter.
Já a FlipEduca promoverá debates e oficinas sobre literatura negra, literatura indígena contemporânea, literatura LGBTQIA+, mediação de leitura, poesia, clubes de leitura e formação de acervos, incentivando reflexões sobre o papel da literatura na construção de uma educação mais inclusiva.
A diretora de Educação e Cultura da Flip, Belita Cermelli, destacou que a iniciativa busca garantir o acesso à literatura como um direito cultural, fortalecendo a formação de leitores e a participação da população na vida cultural.
Neste ano, a identidade visual da Flipinha foi inspirada em desenhos produzidos por crianças de Paraty durante oficina conduzida pela artista Marcela da Terra. Já a identidade da FlipZona nasceu de fotografias feitas por jovens participantes da oficina "Narrar o território", reforçando o envolvimento da comunidade local na construção do evento.
Toda a programação do Programa Educativo da Flip é gratuita e contará com conteúdos em linguagem simples e recursos de acessibilidade, ampliando o acesso do público às atividades culturais e educativas.
Flip 2026 homenageia Orides Fontela, referência da poesia brasileira
A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) 2026 prestará homenagem à poeta Orides Fontela, considerada uma das vozes mais originais e densas da literatura brasileira do século XX. A escolha reforça o compromisso do evento em valorizar autores fundamentais da poesia nacional, ampliando o reconhecimento de trajetórias que, embora consagradas pela crítica, permaneceram por muito tempo à margem do grande mercado editorial.
A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) 2026 prestará homenagem à poeta Orides Fontela, considerada uma das vozes mais originais e densas da literatura brasileira do século XX. A escolha reforça o compromisso do evento em valorizar autores fundamentais da poesia nacional, ampliando o reconhecimento de trajetórias que, embora consagradas pela crítica, permaneceram por muito tempo à margem do grande mercado editorial.
Dona de uma obra enxuta, mas de grande impacto, Orides Fontela transformou a precisão da palavra em sua principal marca literária. Seus poemas revelam que a força da poesia está na concisão, explorando temas como o silêncio, o vazio, o tempo e a existência por meio de uma linguagem rigorosa, que convida o leitor à reflexão.
Nascida em 1940, em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo, Orides teve origem humilde e construiu sua formação intelectual com dedicação, graduando-se em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP). A influência filosófica está presente em toda a sua produção, tanto na escolha dos temas quanto na estrutura de seus versos.
Ao homenagear Orides Fontela, a Flip 2026 reafirma seu papel de difundir a literatura brasileira em toda a sua diversidade e de apresentar às novas gerações uma autora cuja obra permanece atual, desafiadora e essencial para a compreensão da poesia contemporânea.
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