No centro o prefeito Zezé Porto e representantes de entidades ligadas a preservação do Patrimônio Histórico e ArtísticoDivulgação/ PMP
Paraty - Paraty iniciou um debate técnico para tornar o Centro Histórico mais acessível, conciliando inclusão, mobilidade e preservação do patrimônio cultural. Uma reunião realizada na sede do governo municipal nessa semana,(14), direcionada pelo prefeito Zezé Porto contou com a participação de entidades ligadas a preservação do patrimônio histórico e artístico, além de representantes do Governo Federal.
O objetivo do encontro foi desenvolver alternativas de engenharia e restauração que permitam a circulação com mais autonomia, conforto e segurança para pessoas com deficiência (PcD), idosos, moradores e turistas, sem comprometer o tradicional calçamento em pedras irregulares, conhecido como pé-de-moleque. A arquitetura colonial do Centro Histórico é um atrativo turístico das milhares de pessoas que visitam a cidade da Costa Verde
Pioneirismo na preservação
A iniciativa também retoma o pioneirismo de Paraty na preservação urbana. Em 28 de fevereiro de 1976, o município proibiu oficialmente o tráfego de automóveis e veículos automotores no Centro Histórico, destinando as ruas exclusivamente aos pedestres.
Agora, a proposta é avançar para uma acessibilidade mais ampla, utilizando soluções tecnológicas e conceitos de desenho universal, sempre respeitando as normas de conservação do conjunto histórico, reconhecido como Patrimônio Mundial da UNESCO.
-Estamos construindo esse diálogo com o IPHAN e demais instituições, unindo conhecimento técnico, planejamento e esforços conjuntos para avançarmos nessa proposta. Preservar o nosso patrimônio e, ao mesmo tempo, garantir que todos possam vivenciá-lo com dignidade é um compromisso que assumimos de forma responsável e coletiva - afirmou o prefeito Zezé.
Estudos e participação da comunidade
O trabalho será desenvolvido em etapas, com diagnósticos topográficos, estudos sobre os fluxos de circulação, análise de materiais compatíveis com o patrimônio e participação da comunidade.
Também estão previstas audiências com moradores e entidades representativas das pessoas com deficiência.
Também estão previstas audiências com moradores e entidades representativas das pessoas com deficiência.
A proposta é encontrar soluções que garantam o direito à acessibilidade sem descaracterizar um dos principais conjuntos históricos do país. Com o início das discussões com órgãos federais e especialistas em restauração, Paraty busca demonstrar que preservação histórica, mobilidade e inclusão podem avançar de forma integrada.


Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.