Pronto Socorro Leônidas Sampaio, no Alto da SerraFoto: Reprodução/Street View
Entre as irregularidades apontadas estão infiltrações, presença de mofo, fiação exposta, falta de climatização em áreas de atendimento, ausência de acessibilidade e deficiências na rede de gases medicinais, especialmente no setor de pediatria. As investigações da Promotoria também identificaram leitos próximos a pias, situação que aumenta o risco de contaminação por respingos, além da ausência de um Núcleo de Segurança do Paciente e de lavatórios em áreas assistenciais. Também foram constatadas fragilidades no controle de infecções e pendências relacionadas ao licenciamento sanitário e à certificação de segurança contra incêndio.
Na ação, o MPRJ solicita que o município apresente, no prazo de até 30 dias, um plano integral de reforma e adequação da unidade, acompanhado de um cronograma físico-financeiro, e conclua todas as intervenções em, no máximo, 180 dias. O órgão também pede que a administração municipal adquira, em até 60 dias, equipamentos e materiais necessários ao atendimento, incluindo camas hospitalares, fluxômetros, itens para oxigenoterapia, materiais de reanimação, lixeiras hospitalares e equipamentos de proteção individual (EPIs).
Em relação ao Governo do Estado, o Ministério Público requer a disponibilização de uma equipe técnica, no prazo máximo de 24 horas, para acompanhar a implementação das medidas pelo município. A Promotoria também solicita apoio técnico permanente para a definição, o acompanhamento e a validação das soluções necessárias à correção dos problemas, além da apresentação, em até 30 dias, de uma proposta de cofinanciamento das adequações na unidade de saúde.
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.