Pastor Francisco Carneiro Costa Filho durante visita institucional em QuissamãFoto: Divulgação

O município de Quissamã abriu espaço para o diálogo entre continentes ao receber, na segunda-feira (2), o pastor Francisco Carneiro Costa Filho, conhecido como Pastor Preto Filho. Missionário na região de Quiçama, em Angola, ele esteve na sede administrativa do município para uma visita marcada por troca cultural, memória histórica e reconhecimento das origens que unem os dois territórios separados pelo oceano, mas ligados pela história.
Durante o encontro, o pastor destacou que o nome Quissamã tem origem na língua Kimbundo, falada em Angola, carregando significados profundos ligados à ancestralidade africana. A explicação despertou reflexões sobre identidade, pertencimento e a influência africana na formação cultural do município fluminense.
Nos próximos dias, o missionário seguirá em Quissamã para conhecer pontos turísticos e espaços de memória, como o Museu Casa Quissamã, ampliando o contato com a história local e fortalecendo o intercâmbio cultural entre Brasil e Angola.
O prefeito Marcelo Batista avaliou a visita como simbólica e inspiradora. Segundo ele, o momento convida à valorização das raízes históricas e culturais do município, além de reforçar o respeito à contribuição do povo africano na construção da identidade local.
Em tom emocionado, o pastor Francisco Filho destacou a receptividade da população e a importância da conexão entre Quissamã e Quiçama. Para ele, a semelhança dos nomes traduz uma história comum, marcada por fé, resistência e esperança, que segue viva nos dois lados do Atlântico.