Cortejo do Balaio de Iemanjá reúne fiéis e visitantes em direção ao mar, em celebração marcada por fé e ancestralidadeFoto: Ilustração

Rio das Ostras - Rio das Ostras volta a se encontrar com o mar, a fé e a ancestralidade neste domingo, dia 8 de fevereiro. A cidade recebe a quinta edição do Balaio de Iemanjá, celebração que já se consolidou no calendário cultural da região e promete um dia inteiro de emoção, respeito às tradições e valorização da cultura afro-brasileira. As atividades acontecem das 8h às 19h, com a Concha Acústica, no Centro, como ponto de referência.
A programação começa logo cedo, às 8h, com a concentração do público. Em seguida, o Xirê abre oficialmente o evento, com danças e cânticos dedicados aos Orixás, criando um clima de espiritualidade e acolhimento. Por volta das 10h30, o cortejo segue em direção ao Píer da Boca da Barra, reunindo fiéis, moradores e visitantes em um percurso marcado por fé e simbolismo.
Ao meio-dia, as embarcações partem do píer levando ao mar os balaios com oferendas e presentes destinados a Iemanjá, a Rainha do Mar. O momento, tradicional e carregado de significado, costuma emocionar quem acompanha a despedida dos pedidos e agradecimentos lançados às águas.
Durante todo o evento, o público poderá visitar a Feira Odoyá, com artesanato local e preços acessíveis, além de uma praça de alimentação coberta, pensada para oferecer conforto aos participantes ao longo do dia.
Mais do que uma celebração religiosa, o Balaio de Iemanjá também é espaço de afirmação cultural. Às 11h, a gastronomia ganha destaque com a tradicional feijoada preparada pelo Coletivo de Mulheres de Matriz Africana e Cultura, fortalecendo o protagonismo feminino e os saberes ancestrais.
No retorno do píer para a Concha Acústica, às 12h30, um arrastão cultural toma conta das ruas ao som do grupo Samba em Movimento. A partir das 13h30, o Balaio Cultural dá sequência à programação com sorteio de rifas e discotecagem do DJ Neguinho D’Paula. Às 15h, o palco recebe o Samba Grupo Divertido, vindo diretamente do Quilombo da Caveira, reforçando o elo entre tradição, música e território.
O evento também se destaca pelo cuidado com a acessibilidade, com mesas reservadas para pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida, garantindo que todos possam participar da celebração com conforto e dignidade.
Realizado pelo movimento do Balaio de Iemanjá, o evento chega à quinta edição consecutiva com parcerias institucionais do Ministério da Cultura e do Governo Federal, além do apoio da setorial dos Povos Tradicionais de Matrizes Africanas do Conselho Municipal de Cultura. Também apoiam a iniciativa coletivos, pontos de cultura e programas voltados à valorização da cultura popular e tradicional.