Fiscalização encontrou medidor adulterado em estabelecimento comercial às margens da Rodovia Amaral Peixoto, em Rio das OstrasFoto: Divulgação Enel

Rio das Ostras - Uma fiscalização de rotina revelou uma prática que vai muito além do prejuízo financeiro. Durante uma operação de combate ao furto de energia realizada em Rio das Ostras, equipes da Enel Distribuição Rio descobriram um sistema de medição adulterado em uma churrascaria instalada às margens da Rodovia Amaral Peixoto, levantando um alerta sobre os riscos e impactos causados pelas ligações irregulares.
A ação contou com a participação de técnicos da concessionária e agentes da 128ª Delegacia de Polícia. O alvo da fiscalização foi um estabelecimento localizado no bairro Mar do Norte, onde os profissionais identificaram que o medidor de energia não registrava corretamente o consumo elétrico.
Após a constatação da irregularidade, o equipamento foi removido para perícia técnica. Segundo a concessionária, a alteração comprometia a medição real da energia utilizada pelo imóvel.
O titular da conta de energia não estava no local durante a fiscalização. O marido da responsável pelo estabelecimento foi notificado, conduzido à delegacia e prestou esclarecimentos. A ocorrência foi registrada e um Termo de Ocorrência e Inspeção (TOI) formalizou a constatação da fraude. O caso será analisado pela Polícia Civil.
Além da investigação criminal, a distribuidora informou que o responsável pela unidade consumidora poderá responder pelo pagamento da energia que deixou de ser faturada durante o período em que a irregularidade esteve ativa.
Embora muitas pessoas associem o chamado "gato" apenas à redução da conta de luz, especialistas alertam que esse tipo de fraude produz consequências que atingem toda a população. Ligações clandestinas e medidores adulterados podem provocar sobrecargas, curtos-circuitos, oscilações na rede elétrica e interrupções no fornecimento de energia, além de representar riscos de acidentes graves para quem manipula os equipamentos de forma irregular.
O furto de energia também é considerado crime. A legislação brasileira prevê pena de um a quatro anos de reclusão. Em situações envolvendo cabos de energia e outras infraestruturas essenciais, as penas podem chegar a oito anos de prisão.
A Enel informou ainda que o combate às fraudes faz parte de um trabalho permanente desenvolvido em todo o estado. Segundo estimativas da concessionária, caso não houvesse perdas provocadas pelo furto de energia, as tarifas cobradas dos consumidores poderiam apresentar redução próxima de 5%, beneficiando milhões de clientes.
A distribuidora atende aproximadamente três milhões de unidades consumidoras em 66 municípios fluminenses e reforçou que denúncias sobre possíveis irregularidades podem contribuir para reduzir prejuízos financeiros, aumentar a segurança da rede elétrica e melhorar a qualidade do serviço prestado.