Mais Lidas

MPF recorre de sentença de Moro e pede condenação de Adriana Ancelmo

Recurso foi encaminhado para o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre

Por luana.benedito

Rio - O Ministério Público Federal (MPF) entrou com recurso, nesta segunda-feira, contra a sentença do juiz Sérgio Moro que absolveu a ex-primeira do estado, Adriana Ancelmo, em junho deste ano em processo da Operação Lava Jato. O recurso foi encaminhado para o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre.

Adriana Ancelmo cumpre prisão domiciliar desde abrilSandro Vox / Agência O Dia

A mulher de Sérgio Cabral foi absolvida dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro na ação que apurou o pagamento de vantagem indevida a Sérgio Cabral e mais quatro pessoas a partir do contrato da Petrobras com o Consórcio Terraplanagem Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), formado pelas empresas Andrade Gutierrez, Odebrecht e Queiroz Galvão.

De acordo com Moro, não havia provas suficiente da participação de Adriana Ancelmo nas irregularidades apresentadas pela acusação.No entanto, os procuradores questionam a absolvição do juiz no recurso. A Procuradoria também pede a condenação da ex-primeira-dama por 47 crimes de lavagem de dinheiro e por ter recebido parte da propina paga por empreiteiras. D

"Data venia, este entendimento não merece prosperar. Como indicado na inicial e comprovado durante a instrução processual, é certo que Adriana Ancelmo recebeu em nome de Sérgio Cabral parte dos valores pagos pela Andrade Gutierrez a título de propina, com total ciência da origem espúria do dinheiro", argumenta a força-tarefa. A ex-primeira-dama cumpre prisão domiciliar em seu apartamento no Leblon, na Zona Sul do Rio, desde abril deste ano.

Uma assinatura que vale muito

Contribua para mantermos um jornalismo profissional, combatendo às fake news e trazendo informações importantes para você formar a sua opinião. Somente com a sua ajuda poderemos continuar produzindo a maior e melhor cobertura sobre tudo o que acontece no nosso Rio de Janeiro.

Assine O Dia