Exame RT-PCR utilizado para confirmar existência do vírusDivulgação

Rio - O painel de monitoramento da covid-19 no estado do Rio de Janeiro foi atualizado às 17h desta terça-feira e registrou 2.540 novos casos e 41 óbitos registrados nas últimas 24 horas. O número de novos pacientes foi menor em relação ao dia anterior, porém ontem não foram registradas mortes. Vale lembrar que esses dados levam em conta os registros feitos nas últimas 24 horas, não significa que tenha ocorrido neste período.
A taxa de positividade dos testes também aumentou nas redes públicas e privadas. Enquanto na semana passada estava em 6%, nesta terça-feira chegou a 13%. O aumento é crescente nas últimas semanas. Com isso, os dados fornecidos pela Secretaria de Estado de Saúde mostra uma taxa de ocupação dos leitos de enfermaria em 8%. A taxa de ocupação de UTI contabiliza 9,7%.
Filas para testes no Rio de Janeiro 
A espera pelo testes de Covid-19 no Centro Municipal de Saúde Heitor Beltrão, Tijuca, chegou a 2 horas. Essa demora foi ainda maior para os pacientes do Centro Municipal de Saúde João Barros Barreto, Copacabana, que atingiu a marca de 4 horas entre a chegada e o resultado. Também na Zona Sul, o CSM Dom Hélder Câmara, Botafogo, registro um tempo total de uma hora entre a chegada e a finalização do atendimento médico.
A preocupação da população também foi refletida no secretário municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz. Durante visita ao Centro de Atendimento a pacientes com síndrome gripal, o secretário afirmou que o aumento do número de casos da variante Ômicron pode afetar o Carnaval de 2022.
"O Carnaval é uma festa muito importante para a cidade do Rio de Janeiro, mas sempre tem que se dar preferência à segurança sanitária (...) Com a nova variante (Ômicron), e essa variante dissemina muito mais rápido do que as demais, a gente está vendo um aumento do índice de positividade e um aumento do número de casos. Esse aumento, certamente muda o cenário epidemiológico e deixa cada vez mais difícil que a gente tenha um Carnaval igual aos que a gente teve no período anterior", afirmou o Daniel Soranz.