Greve dos aeronautas chega ao segundo dia e afeta aeroportos de todo o paísDivisão de Operações do ICA / DECEA
No Rio de Janeiro, durante o segundo dia de reivindicações, o Aeroporto Santos Dumont, registrou 11 atrasos e cinco cancelamentos. Já no Internacional Tom Jobim, o Galeão, não houve alterações nos horários dos voos. A informação foi confirmada pelas assessorias das duas unidades.
Fora do município carioca, a paralisação também ocorre em aeroportos das cidades de São Paulo, Guarulhos, Campinas, Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília e Fortaleza, onde os integrantes da categoria compareceram uniformizados, mas não realizaram as atividades no período determinado.
De acordo com o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), o grupo reivindica a recomposição inflacionária dos salários e aumento real de 5%. A categoria pede também a definição de horários de folgas, proibição de alteração das escalas e cumprimento da regra de tempo mínimo em solo entre voos.
Atendendo a uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que determinou a obrigatoriedade de, pelo menos, 90% dos aeronautas trabalhando durante a paralização, o SNA afirmou que os funcionários estão seguindo uma espécie de "manual de greve".
“As empresas têm obtido resultados financeiros melhores do que no período pré-pandemia, as passagens nos dois últimos anos tiveram cerca de 82% de aumento. Nós tivemos 70% de redução salarial em mais de 18 meses e, no entanto, as empresas já recuperaram seus caixas, inclusive cobrando por bagagens despachadas, e nós, mal remunerados, exaustos pelas jornadas. As empresas estão usando a gente no limite das jornadas diárias e também com a questão de treinamento, muitos on line tendo que ler uma série de manuais em dias de folga”, relatou o diretor de Assuntos Previdenciários do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Leonardo Souza.

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