Cena de 'Pluft, o fantasminha'. Cia PeQuodRenato Mangolin
A montagem tem como referências ícones da cultura japonesa, como os mangás e animes infantis, tais como as amadas produções do Studio Ghibli, como 'Meu amigo Totoro' e 'A viagem de Chihiro' (vencedor do Oscar de Melhor Longa de Animação). Além disso, tanto os atores-manipuladores como os bonecos usam trajes de inspiração oriental e dialogam também com elementos trazidos pela designer de moda Eiko Ishioka. “Sempre trabalhamos com a técnica da manipulação direta, oriunda do Bunraku japonês. Essa montagem reverencia os tantos pontos que aproximam Brasil e Japão há tanto tempo”, pontua Miguel Vellinho, diretor da peça.
Em cena, a clássica obra ganha mais dinamismo e ação, com mudanças nas personalidades e nomes de alguns personagens. “A mãe de Pluft, que trazia elementos próximos de uma matriarca do século passado, com ênfase nos trabalhos domésticos, reaparece atualizada. Já o famoso Pirata Perna de Pau reaparece como Cara de Mau, atenuando uma visão capacitista que existia quando o texto foi escrito”, conta a atriz Liliane Xavier.
Pluft é um fantasma que morre de medo de gente. Ele viverá uma grande aventura ao encontrar a menina Maribel, sequestrada pelo temido pirata Cara de Mau. Esse encontro inusitado dá ao protagonista o impulso e a coragem para crescer e enfrentar o mundo.
Serviço
Sábados e domingos, às 16h.
Até 12 de fevereiro.
Ingressos: R$ 10 (inteira); R$ 5 (meia); R$ 2 (credenciado do Sesc). Grátis, pelo Programa de Comprometimento e Gratuidade (www.sesc.com.br/institucional/programa-de-comprometimento-e-gratuidade-pcg).







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