Policiamento é reforçado na Praça Seca após mais uma noite de confronto
Intenso tiroteio provocou a morte de duas pessoas na noite de quarta-feira. PM também atua em outras comunidades onde há guerra de criminosos rivais
Arquivo - Praça Seca é palco de guerra entre traficantes e milicianos. Na foto, Rua Cândido Benício, uma das principais da região - Marcos Porto/Arquivo/Agência O Dia
Arquivo - Praça Seca é palco de guerra entre traficantes e milicianos. Na foto, Rua Cândido Benício, uma das principais da regiãoMarcos Porto/Arquivo/Agência O Dia
Rio - A Polícia Militar reforça, na manhã desta quinta-feira (2), o policiamento na região da Praça Seca, Zona Oeste do Rio, após mais uma noite de guerra entre criminosos rivais na comunidade. Nesta quarta-feira (1º), milicianos voltaram a tentar invadir o Morro da Chacrinha e trocaram tiros com traficantes, que atualmente controlam o local. Os disparos começaram a ser ouvidos por volta das 19h e se estenderam ao longo da noite. Após o tiroteio, duas pessoas, ainda não identificadas, foram encontradas mortas no local.
Nas redes sociais, moradores afirmam que os traficantes do Comando Vermelho revidaram ao ataque e impediram que os rivais tomassem a comunidade. De acordo com a Polícia Militar, o 18º BPM (Jacarepaguá) foi checar uma ocorrência de disparos no Morro da Chacrinha, mas não constatou nada no local. Mais tarde, as equipes voltaram a ser acionadas e localizaram dois mortos.
Relatos apontam que ambos seriam milicianos que participavam da tentativa de invasão. A área foi isolada para perícia e a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada. Ainda de acordo com a PM, não houve confronto envolvendo equipes da corporação. Por conta da intensa troca de tiros, o Grupamento Aeromóvel (GAM) da PM sobrevoou a Praça Seca em apoio aos agentes que estavam na região. Não houve prisões ou apreensões no local.
Tiroteio no Morro da Chacrinha, na Praça Seca, assusta moradores nesta quarta-feira (1º)Reprodução/Redes sociais
Nas últimas semanas, comunidades da Zona Oeste estão vivendo cenários de guerra por conta da disputa entre criminosos rivais. Nos últimos 30 anos, a região esteve sob forte influência de grupos paramilitares, mas vem sendo palco de invasões de traficantes, que pretendem expandir pontos de venda de drogas pelo Rio. Além da Praça Seca, o Comando Vermelho está disputando com milicianos o controle da Gardênia Azul, Muzema, Cidade de Deus, Rio das Pedras e do Complexo da Covanca.
Também nesta quinta-feira, o 18º BPM, com apoio de unidades do 2º Comando de Policiamento de Área (2CPA), realiza operação nas favelas do Bateau Mouche, Pendura Saia, Jordão, Pica-Pau e da Caixa D'Água, entre os bairros de Jacarepaguá, Taquara e Praça Seca. O 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) também reforça o patrulhamento na Muzema, enquanto o Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) está na Gardênia Azul.
Até o momento, um suspeito foi preso no Morro do Jordão. Com ele, foram apreendidos drogas, munições, um rádio transmissor e uma pistola. No local, também foram encontradas câmeras de monitoramento utilizadas por criminosos.
Policiais militares do #31BPM reforçam o patrulhamento na comunidade da Muzema, na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. Caso precise, não deixe de acioná-los!! pic.twitter.com/MUMqKNRDU4
Um criminoso portando farto material entorpecente, munições, um rádio transmissor e uma pistola foi preso no Morro do Jordão, no bairro da Taquara, em Jacarepaguá, por policiais militares do #18BPM. A ocorrência está em andamento. pic.twitter.com/BTgQQJq7Su
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio (SMS), o Centro Municipal de Saúde Newton Bethlem, na Praça Seca, e a Clínica da Família Padre José de Azevedo Tiúba, na Gardênia Azul, mantêm o atendimento à população na manhã desta quinta-feira. Apenas as atividades externas realizadas no território, como as visitas domiciliares, estão suspensas. A Secretaria Municipal de Educação (SME) informou que as unidades escolares dessas regiões funcionam normalmente para atendimento administrativo. "O ano letivo ainda não se iniciou, portanto não há aulas", completou a nota.
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.