O escritor Gilberto Mendonça Telles morreu aos 93 anos Divulgação / UFG

O escritor Gilberto Mendonça Teles, um dos maiores nomes da literatura brasileira, morreu aos 93 anos na noite desta quarta-feira (4) no Rio. O intelectual estava internado com pneumonia e problemas cardíacos.

Natural de Goiás, Gilberto era membro da Academia Goiana de Letras e uma das principais figuras da cultura do estado. Foi, também, professor emérito da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da Pontifícia Universidade Católica do Rio.
Atuou, ainda, como professor na Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde se aposentou, e em outras instituições internacionais, como no Uruguai, Estados Unidos, Portugal, França e Espanha.

Em 1989, recebeu o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras, a mais importante distinção literária do Brasil, em reconhecimento ao conjunto de sua obra. Entre suas publicações mais conhecidas, estão "Saciologia Goiana" (1982), "Os melhores Poemas" (1993) e "Lirismo Rural: O Sereno do Cerrado (2017)". Ele também disputou uma eleição para a Academia Brasileira de Letras, no entanto, não obteve os votos necessárias.

Figura fundamental na disseminação da cultura goiana, Gilberto Mendonça Teles levou ao mundo o lirismo e a essência do Cerrado.

Homenagens

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, se manifestou nas redes sociais: "Nossos profundos sentimentos aos familiares e amigos do escritor. Que Deus os ampare e conforte neste momento de dor e tristeza."

O Grupo Editorial Record, responsável por publicar "Vanguarda europeia e modernismo brasileiro", de Gilberto, também lamentou a perda. "Neste momento de despedida, exaltamos sua obra e sua eterna dedicação à literatura e à poesia", diz a nota.